Brilhante Dias afirma que autarcas têm sido a grande frente de combate na resposta à devastação causada pelo mau tempo
Líder parlamentar do PS salienta "o esforço, a dedicação e o reconhecimento daquilo que os autarcas têm feito".
O líder parlamentar do PS considerou esta quinta-feira que os autarcas, independentemente dos seus partidos, têm sido a grande frente de combate na resposta às populações, depois da devastação provocada pelas mais recentes tempestades no território continental nacional.
Esta posição de Eurico Brilhante Dias, cabeça de lista por Leiria nas últimas eleições legislativas, consta de uma mensagem vídeo divulgada pela bancada socialista, na qual se salienta "o esforço, a dedicação e o reconhecimento daquilo que os autarcas têm feito" após a destruição provocada pela depressão Kristin, na semana passada.
"Se é verdade que a Proteção Civil, em particular se o Governo não conseguiu nas primeiras 48 horas tomar a liderança de um processo tão difícil, se continuamos à espera que o Mecanismo Europeu possa ser chamado para nos ajudar a enfrentar este momento tão difícil, os autarcas foram inexcedíveis - autarcas de diferentes partidos, também independentes", sustenta o líder parlamentar do PS.
Eurico Brilhante Dias aponta depois que são os autarcas que "estão na linha da frente, quando as famílias não têm dinheiro porque não receberam o salário para poderem comer e pagar partes das suas contas, em particular os medicamentos". "São eles que vão a correr para que, com telhas e outras soluções, se possa tapar as casas para que não chova lá dentro quando a intempérie continua. São os autarcas que têm estado junto das populações em situações muito difíceis, infelizmente, como sabemos, com vítimas mortais", assinala.
Para o líder parlamentar do PS, "este é o momento de se dizer que os autarcas têm sido a grande frente de combate num momento muito difícil".
"É um reconhecimento, mas, acima de tudo, é preciso dizer aqui estamos ao vosso lado para ajudar", acrescenta.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal. Leiria, Coimbra, Santarém e Setúbal são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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