Câmara de Leiria une-se no pedido de reforço de efetivos para forças de segurança

Município de Leiria liderado por Gonçalo Lopes (PS) alertou que "este crescimento não tem sido acompanhado por um reforço proporcional dos meios humanos e operacionais disponíveis".

29 de junho de 2026 às 19:11
Câmara de Leiria Foto: Facebook
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O executivo da Câmara de Leiria aprovou esta segunda-feira um ofício, por unanimidade, através do qual se solicita mais efetivos para as forças de segurança no concelho, documento que foi enviado ao Ministério da Administração Interna.

Este ofício foi proposto na reunião de executivo de pelo vereador do Chega, Luís Paulo Fernandes, que mostrou preocupação pela denúncia do comandante distrital de Leiria, Domingos Urbano Antunes, no dia do aniversário da PSP, que lamentou a falta de efetivos, que dificulta uma resposta mais imediata.

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"Estamos muito preocupados com a insegurança na cidade", salientou Luís Paulo Fernandes.

A proposta foi subscrita pelos vereadores do PS e do PSD, que concordaram com o documento elaborado pela autarquia.

Através do ofício endereçado ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, refere-se que "os dados demográficos recentemente divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística confirmam a dinâmica de crescimento demográfico do concelho de Leiria, que conta hoje com mais de 145 mil residentes".

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"Este crescimento populacional, associado à forte centralidade regional do concelho, tem aumentado a pressão sobre o território e sobre os serviços públicos essenciais (...)", o que se traduz "numa pressão acrescida sobre as forças de segurança, quer nas áreas de responsabilidade da PSP, quer nas áreas de responsabilidade da GNR".

O Município de Leiria liderado por Gonçalo Lopes (PS) alertou que "este crescimento não tem sido acompanhado por um reforço proporcional dos meios humanos e operacionais disponíveis".

Pelo contrário, os responsáveis das forças de segurança têm reconhecido "situações de escassez de meios e diminuição de efetivos, o que justifica uma avaliação atualizada das necessidades do concelho".

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Reconhecendo e valorizando "o trabalho desenvolvido pelos profissionais das forças de segurança", os autarcas consideram "essencial que os meios disponíveis sejam ajustados à realidade atual de Leiria, garantindo uma resposta de proximidade, prevenção e presença no terreno compatível com as necessidades da população".

Através do documento é pedida a "avaliação do atual quadro de meios humanos, considerando indicadores como população residente, centralidade territorial, atividade económica, rede escolar e académica, mobilidade e ocorrências registadas", e o "correspondente e ajustado reforço dos efetivos e dos meios operacionais da PSP e da GNR no concelho de Leiria".

Também é solicitado o "reforço da capacidade de policiamento de proximidade, com especial atenção às zonas urbanas, freguesias, áreas escolares, espaços públicos de maior utilização, zonas comerciais e territórios com maior dispersão populacional".

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A Câmara de Leiria pretende ainda ter conhecimento de "informação estatística sobre criminalidade à escala concelhia, e não apenas distrital, nos relatórios oficiais", com dados "por tipologia e evolução temporal", de forma a permitir "uma análise mais precisa e estratégias mais eficazes de prevenção e cooperação".

"O Município de Leiria reafirma a sua disponibilidade para colaborar com o Ministério da Administração Interna e as forças de segurança, com vista ao reforço da segurança e da confiança das populações".

Na cerimónia do 152.º aniversário da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Leiria, na Marinha Grande, o comandante distrital voltou a pedir um reforço de efetivos.

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Domingos Urbano Antunes constatou que, nos últimos cinco anos, a criminalidade geral e violenta e grave apresenta "uma tendência para aumentar, enquanto os crimes de proatividade policial mostram uma tendência para diminuir, cujo resultado redunda na contínua redução de efetivos, por oposição ao aumento do número de ocorrências diário".

O comandante distrital sublinhou que "com menos efetivos e mais ocorrências os tempos de espera aumentam". E exemplificou com a sinistralidade rodoviária, "que implica longos tempos de espera nos locais com manifestos constrangimentos para a mobilidade".

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