Câmara de Lisboa aprova investimento de 44,3 milhões de euros para apoios na Educação até 2030
Executivo municipal aprovou ainda contratos de delegação de competências com 13 juntas de freguesia para a implementação das Atividades de Enriquecimento Curricular.
A Câmara de Lisboa aprovou esta quarta-feira propostas na área da Educação, nomeadamente para apoio à família, enriquecimento curricular, refeições escolares e promoção da cultura científica, num investimento global de 44,3 milhões de euros até 2030.
Em reunião privada do executivo municipal, a maioria das propostas foi aprovada com a abstenção do PCP e os votos a favor dos restantes, nomeadamente da liderança PSD/CDS-PP/IL (proponente), PS, Livre, BE e Chega, indicou à Lusa fonte da autarquia.
As propostas incluem as Atividades de Animação e Apoio à Família (AAAF), a Componente de Apoio à Família (CAF), as Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) e o fornecimento de refeições escolares, bem como a promoção da literacia científica.
No âmbito das AAAF e da CAF, o executivo municipal aprovou a delegação de competências com 21 das 24 juntas de freguesia da cidade, num montante total de 15 milhões de euros, para os anos letivos 2026/2027, 2027/2028, 2028/2029 e 2029/2030.
"As Juntas de Freguesia de Alvalade, Marvila e Santa Clara optaram por não assumir aquela competência, pelo que se torna necessário celebrar protocolos de colaboração com os Agrupamentos de Escolas (AE) e entidades executoras - IPSS/Associações de Pais/Entidades sem fins lucrativos - para a execução das AAAF e da CAF nas escolas localizadas nos seus territórios", lê-se na proposta do vereador da Educação, Rodrigo Mello Gonçalves (IL).
Por isso, a autarquia vai celebrar também protocolos com entidades parceiras, num valor total previsto de 4,8 milhões de euros, até 2030.
De acordo com a Câmara Municipal de Lisboa (CML), estes apoios para crianças do pré-escolar e do 1.º ciclo "desempenham um papel essencial na concretização da escola a tempo inteiro, permitindo uma melhor articulação entre a vida familiar e profissional dos encarregados de educação".
A proposta aprovada, segundo a CML, reforça o apoio a alunos com Necessidades de Saúde Especiais (NSE), que passa a ser de 250 euros por criança, "passando o limite máximo por escola de 1.200 euros para 2.000 euros, um aumento que responde às preocupações das juntas e de toda a comunidade educativa".
O PCP apresentou duas propostas para combater a precariedade dos trabalhadores das AAAF e da CAF e reduzir o custo destas atividades para as famílias, mas ambas foram reprovadas por PSD/CDS/IL e Chega, com a abstenção do PS.
O executivo municipal aprovou ainda contratos de delegação de competências com 13 juntas de freguesia para a implementação das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), num montante de 4,2 milhões de euros, aos quais acrescem 4,1 milhões de euros para protocolos com entidades parceiras, a executar até 2030.
As AEC são uma oferta educativa "complementar, gratuita e de caráter universal", proporcionando aos alunos do 1.º ciclo experiências culturais, artísticas, desportivas e lúdicas que contribuem para o desenvolvimento integral das crianças, adiantou a CML, referindo que o apoio aos alunos NSE foi reforçado nesta vertente, com a atribuição de um valor adicional por aluno de 50 euros.
Para assegurar o fornecimento de refeições escolares e a gestão dos refeitórios nas escolas públicas da cidade, a câmara aprovou contratos com sete juntas de freguesia, num investimento de 15,4 milhões de euros, entre este ano e 2030.
Foi ainda aprovado um protocolo de colaboração com a Ciência Viva, no âmbito do programa municipal ELEVA-TE, para os próximos dois anos letivos, até 2028, com um financiamento de 511 mil euros, sendo 40% (204 mil euros) suportado pelo FSE+ - Fundo Social Europeu Mais, no âmbito da candidatura aprovada, e os restantes 60% (306 mil euros) pelo município.
O executivo apreciou também propostas dos vereadores do PS para preparar Lisboa para o envelhecimento da população, do Livre para garantir a qualidade das refeições escolares nas escolas públicas da capital e do BE para responder ao aumento do custo de vida, que foram rejeitadas com os votos contra de PSD/CDS-PP/IL, que governa com maioria absoluta.
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