Câmara de Sintra investe 12 milhões de euros em 42 camiões de recolha do lixo
Presidente da autarquia referiu que se trata do "maior investimento feito neste mandato".
A Câmara de Sintra vai investir cerca de 12 milhões de euros na aquisição de 42 camiões para a recolha de lixo, disse esta quarta-feira o presidente da autarquia, acrescentando que se trata do "maior investimento feito neste mandato".
"Os sintrenses têm razão quando apontam o dedo ao que herdámos em termos de material para este tipo de operação. No passado foi decidido o aluguer de viaturas, um investimento que levaria mesmo ao aumento da tarifa e a custos incomportáveis que não podíamos aceitar", afirmou Marco Almeida (PSD), numa declaração escrita enviada à Lusa.
Frisando que o "esforço dos trabalhadores dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) e da Câmara Municipal, ao lado das Juntas de Freguesia, neste serviço público, tem sido exemplar", o autarca ressalvou que "a avaria constante dos camiões não ajuda".
"Sei que os sintrenses têm razão, o que herdámos foi ainda pior do que o que sabíamos", concluiu.
Para inverter este processo, o município do distrito de Lisboa decidiu na reunião de terça-feira comprar 42 camiões para a recolha de lixo.
A compra dos camiões foi aprovada por maioria, com quatro votos contra do PS e a favor dos restantes.
Nas declarações enviadas à Lusa, o presidente da Câmara de Sintra disse ainda que, paralelamente, "entraram esta semana em funcionamento três viaturas de apoio para a recolha de monos e lavagem de contentores".
"Se tudo correr bem, no segundo semestre deste ano começam a chegar os primeiros camiões deste investimento", acrescentou.
Segundo Marco Almeida, no ano passado foram recolhidas das ruas do concelho de Sintra cerca de 202 mil toneladas de lixo.
"Foi a primeira vez que isto aconteceu, nos anos anteriores estava sempre abaixo das 195 mil toneladas", indicou.
O atual executivo é composto por quatro eleitos do PS, três do PSD, um independente (ex-IL) e três do Chega, tendo Marco Almeida atribuído competências a dois vereadores do partido de extrema-direita para assegurar uma maioria estável na governação do município.
Marco Almeida foi eleito pela coligação PSD/IL/PAN, mas a vereadora da IL viu o partido retirar-lhe a confiança política por discordar da entrega de pelouros ao Chega, passando a independente.
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