Camarate: PJ abre inquérito para apurar falhas
Requerimento do CDS-PP solicita "apreciação urgente" da investigação.
O diretor na nacional da Polícia Judiciária mandou abrir um inquérito para apurar as falhas na investigação da morte de José Moreira e da sua companheira.
O deputado do PSD Manuel Santos, disse, em declarações à Lusa: "Nós enviámos os novos elementos apurados nas audições e recebemos agora uma informação do director nacional da Polícia Judiciária de que vai ser aberto um inquérito para apurar as falhas na investigação."
O social-democrata considera que as audições revelaram falhas e que "a morte só podia ter ocorrido po ato provocado".
Segundo o ofício recebido pela comissão de inquérito, o diretor nacional da Polícia Judiciária indigitou o subdirector da diretoria de Lisboa e Vale do Tejo a "proceder à reavaliação da investigação referente à morte" de José Moreira e da companheira.
A decisão surge na sequência de um requerimento por parte do CDS-PP que solicitava a "apreciação urgente" da investigação face a "erros aparentemenente tão gritantes na interpretação e avaliação dos indícios médico-legais e de outros elementos de prova material para a explicação das mortes.
José Ribeiro e Castro, deputado do CDS-PP, considerou que a iniciativa da PJ pode ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte de "uma testemunha importante", o deputado disse ainda que esperava que a investigação fosse levada de "espiríto aberto ".
Recorde-se que José Manuel Silva Moreira detinha um avião que foi utilizado ao serviço da campanha presidencial de general Soares Carneiro e era tido como uma testumunha essencial na I comissão de Camarate.
Deveria ter sido ouvido no parlamento dias depois da sua morte, a sua morte foi tida como acidental, por via de uma falha de gás, no entanto, os médicos especialistas ouvidos no parlamento admitiram outros cenários para o óbito.
A décima comissão parlamentar à tragédia de Camarate está suspensa, enquanto decorre uma auditoria a documentos do Fundo de Defesa Militar do Ultramar e retomará os seus trabalhos em março.
A comissão de inquérito visa averiguar as "causas e circunstâncias em que, no dia 4 de dezembro de 1980, ocorreu a morte do então primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro, do ministro da Defesa Nacional Adelino Amaro da Costa e dos seus acompanhantes".
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