Carlos César quer partido a contribuir para soluções apesar da surdez do Governo

"Nunca em tão pouco tempo foi tanto dito e não cumprido, e nunca em tão pouco tempo foi tanto feito com tanto defeito", referiu o presidente do PS.

28 de março de 2026 às 12:39
Carlos César, presidente do PS Foto: Miguel A. Lopes/ Lusa
Partilhar

O presidente do PS, Carlos César, considerou este sábado que o partido deve continuar a "querer ser parte das soluções" apesar da "surdez e défice democrático" do Governo, contribuindo para que o executivo "seja o menos mau possível".

"Nunca em tão pouco tempo foi tanto dito e não cumprido, e nunca em tão pouco tempo foi tanto feito com tanto defeito. Mesmo assim, o Governo que temos continua a dedicar mais atenção à oposição ao PS e ao namoro com a extrema-direita do que à resolução de todos e de cada um desses problemas que persistem ou que se intensificam", acusou Carlos César no seu discurso no 25.º Congresso Nacional do PS, no qual foi reeleito presidente do partido.

Pub

Apesar disso, na perspetiva de Carlos César, o PS "deve continuar a demonstrar querer ser parte das soluções e não apenas parte da crítica e da denúncia" e lembrar ao Governo liderado por Luís Montenegro "que é dele que depende a estabilidade política".

"Enquanto for este o governo e não puder ser outro, o nosso dever é o de contribuir para que seja o menos mau possível. Tenho a certeza de que os portugueses compreenderão bem o papel que hoje escolhemos e que nos reconhecerão na sua escolha com outro papel no futuro", disse.

Para o presidente do PS, o partido deve "demonstrar, que, mesmo como partido de oposição", o que deve mover a sua ação "é sempre o bom governo de Portugal".

Pub

"Não é o PS que se ajoelha quando propõe ou quando contribui. É o Governo que, na sua surdez e no seu défice democrático, perde e faz perder o nosso país", enfatizou.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar