Carlos Moedas quer acabar com as trotinetas em Lisboa
Autarca defende que há um problema com o estacionamento indevido e outro com a segurança.
Carlos Moedas quer acabar com os serviços de trotinetas partilhadas em Lisboa, confirmou esta quinta-feira em entrevista ao canal NOW. A proposta deverá ir a reunião de câmara (onde tem maioria) na próxima quarta-feira, dia 21 de outubro, e Moedas quer dar um prazo até ao final do ano - ou, no limite, durante o mês de janeiro - para as operadoras recolherem todas as trotinetas elétricas da cidade.
O autarca entende que há “um problema de estacionamento indevido destes veículos no espaço público a condicionar a circulação de pessoas”. Por mês, a câmara diz recolher mais de mil trotinetas devido ao mau estacionamento.
É também apontado “um enorme problema de segurança com pessoas a circularem nestes veículos em contramão, nos passeios, e muitas vezes duas pessoas na mesma trotineta e sem o mínimo de respeito por quem circula no espaço público”.
A presidência de Carlos Moedas indica que outras soluções já testadas “não produziram resultados suficientes”, como a limitação da frota, zonas de interdição, georreferenciação, lugares para estacionamento próprio e limites de velocidade.
Com os dados de que dispõe, que indicam que “entre 2024 e 2026 o número de remoções de trotinetas aumentou 40%”, enquanto as idas ao hospital aumentaram 156% entre 2023 e 2025 (totalizando 2527 idas ao hospital no ano passado), Carlos Moedas defende que “não resta outra opção senão a suspensão do serviço”.
Não se trata de uma proibição geral do uso, mas sim do fim dos serviços de trotinetas partilhadas das várias operadoras, seguindo o exemplo de Paris e Madrid, que já disseram adeus a estas trotinetas elétricas de aluguer (em 2023 foi a capital francesa e em 2024 a capital espanhola).
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