Carneiro acusa AD e Chega de tentar reduzir manifestações pela habitação a "ações de extrema-esquerda"
Líder do PS voltou a assegurar que a habitação estará no topo das prioridades do partido, lamentando que este seja um «bloqueio à vida e ao progresso das famílias e dos mais jovens».
O líder do PS acusou esta quinta-feira AD e Chega de uma «tentativa desesperada» de procurar reduzir as manifestações pela habitação «a ações de extrema-esquerda», esperando que o Governo ouça os «milhares de pessoas» que têm estado nas ruas.
Segundo informação adiantada à Lusa por fontes socialistas, estas foram algumas das ideias que José Luís Carneiro defendeu no seu discurso inicial na Comissão Política Nacional do PS, que está reunida para discutir, entre outros temas, o Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).
Sobre a questão da habitação, num dia em que se mantêm manifestações nas ruas, o secretário-geral do PS apontou ao PSD/CDS-PP e também ao Chega naquilo que considerou ser uma «tentativa desesperada» de procurar «reduzir as manifestações de rua a ações da extrema-esquerda».
Para Carneiro, esta tentativa significa que estes partidos «desconhecem, desprezam e são insensíveis» às preocupações e problemas dos portugueses.
«Espero que o Governo, sendo incapaz de nos ouvir a nós, possa ouvir agora as vozes das milhares de pessoas que se têm manifestado contra as políticas de habitação do Governo», apelou.
O líder do PS voltou a assegurar que a habitação estará no topo das prioridades do partido, lamentando que este seja um «bloqueio à vida e ao progresso das famílias e dos mais jovens».
Sobre o OE2027, Carneiro voltou aos argumentos que tem usado para justificar a abstenção que propôs ao partido e que permite a viabilização da proposta do Governo.
De acordo com o secretário-geral socialista, este será um «voto por Portugal» e não pelo OE2027, que voltou a classificar como um «mau orçamento».
Carneiro apontou a instabilidade internacional e nacional como argumentos para que o PS não possa «contribuir para uma crise política que acrescentaria mais riscos» e lembrou as quatro exigências colocadas pelo PS ao primeiro-ministro.
O líder do PS distanciou assim o seu partido de «alguns que tudo tentam para chamar os portugueses novamente a eleições e criar o caos e a instabilidade», numa referência implícita ao Chega.
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