Carneiro considera que Governo "já não consegue evitar a desigualdade que criou" nos exames nacionais
Para o secretário-geral do PS, em primeiro lugar "houve desigualdade no acesso à informação" e em segundo "uns tiveram conhecimento primeiro, outros tiveram conhecimento depois".
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, considerou esta segunda-feira que o Governo "já não consegue evitar a desigualdade que criou" na sequência dos problemas dos exames nacionais, falando em "teimosia" do executivo de Luís Montenegro no processo.
"Por muito que o Governo procure fazer, já não consegue evitar a desigualdade que criou com as falhas graves que houve nas candidaturas e na classificação dos exames", disse José Luís Carneiro aos jornalistas num posto de combustível em Paredes (distrito do Porto), onde abasteceu a sua viatura oficial do partido de forma a alertar para o aumento dos preços.
Após abastecer, foi abordado por empresários e também por uma aluna que ainda não sabia a nota do seu exame de Português, o que, segundo a própria, interferiu na candidatura que fez ao ensino superior.
Para José Luís Carneiro, em primeiro lugar "houve desigualdade no acesso à informação" e em segundo "uns tiveram conhecimento primeiro, outros tiveram conhecimento depois e há outros que ainda não tiveram conhecimento" das suas notas.
"depois há desigualdade também na candidatura, porque entretanto as vagas ficam preenchidas, o que significa que duas uma, ou há abertura de novas vagas, e para isso é preciso haver autorização de entidades competentes, por exemplo, no caso de Medicina é preciso da A3ES [Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior] tem de se pronunciar, e portanto há uma desigualdade também na candidatura do acesso", frisou.
Segundo o secretário-geral do PS, mesmo que todos fizessem exame em setembro e fosse a melhor nota a ditar as entradas, "isso não resolve o problema das vagas disponíveis e daqueles que entram na primeira fase e que ocupam as vagas, ou seja, poder-se-á entrar no ensino superior, mas não entrar naquilo que seria a primeira prioridade".
"Nós dissemos ao ministro da Educação [Fernando Alexandre] e propusemos que se devia alargar o prazo de candidatura ao ensino superior. As universidades e os politécnicos concordaram com esta proposta do PS. Mais uma vez, a teimosia do Governo levou a que o Governo não tivesse ouvido as propostas e as sugestões do PS", frisou.
Para José Luís Carneiro, milhares de jovens "viram as suas vidas adiadas e mesmo prejudicadas na candidatura e nas mesmas oportunidades de candidatura ao ensino superior".
"Foram prejudicados pela atitude imponderada e irresponsável do Ministro da Educação, que avançou com uma digitalização de provas sem ter feito os testes necessários para verificar se estava em condições de poder avançar com esta mudança", considerou.
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