Carneiro rejeita tese que governos do PS só deixaram "obras no papel"

Líder do PS considerou que são obras como esta que contrariam "aquela tese de que apenas havia obras no papel" no tempo dos governos socialistas.

29 de junho de 2026 às 17:41
José Luís Carneiro, líder socialista Foto: António Cotrim/Lusa
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O secretário-geral do PS rejeitou esta segunda-feira a ideia de que os governos socialistas apenas deixaram "obras no papel", dando como exemplo investimentos em habitação que foram decididos e estão agora ser concluído por todo o país.

José Luís Carneiro falava aos jornalistas durante uma visita a uma obra com investimento do PRR para alojamento de agentes da PSP deslocados, no antigo Externato São José, em Loures, uma iniciativa no âmbito das jornadas parlamentares do PS, que decorrem até terça-feira na Área Metropolitana de Lisboa e que são dedicadas ao tema do custo de vida.

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"Não haverá município deste país que não esteja a realizar investimentos em habitação, investimentos esses que foram planeados, cujos recursos foram garantidos pelos governos do PS, e que estão agora uns a ficarem prontos para serem inaugurados, e outros que estarão, entre o verão e o próximo ano, prontos para serem disponibilizados aos seus legítimos beneficiários", disse, tendo a seu lado o presidente da Câmara de Loures, Ricardo Leão.

O líder do PS considerou que são obras como esta que contrariam "aquela tese de que apenas havia obras no papel" no tempo dos governos socialistas.

"Porque de facto elas primeiro têm de estar no papel. Tem de haver planeamento, tem de haver projeto de arquitetura, tem de haver projeto de engenharia, tem de haver especialidades, tem de haver concurso público, tem de haver celebração de contrato, tem de haver consignação, e depois tem de haver execução. E aquilo que nós estamos a verificar aqui é a execução de uma obra cujo contrato de financiamento foi celebrado em 2023", disse.

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Carneiro referiu que esta foi uma das obras projetadas quando era ministro de Administração Interna, quando o Governo tinha um projeto lançado para 500 alojamentos da PSP e da GNR, "obras que iam de Lisboa a Faro e de Faro a Chaves", numa articulação com o Ministério da Habitação, liderado na altura por Marina Gonçalves, que também estava presente nesta iniciativa de esta enquanto deputada.

Segundo o secretário-geral do PS, uma das dificuldades que o país tem, seja qual for o executivo, "é agilizar, responder com mais eficácia, com mais celeridade às necessidades do investimento público".

O dia da comitiva tinha começado com uma viagem de comboio entre Sintra e Lisboa, na qual Carneiro esteve acompanhado por dois deputados do PS que lhe falaram sobre as questões da ferrovia e as necessidades de investimento, José Carlos Barbosa e Frederico Francisco.

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Durante a viagem, o líder do PS foi falando com as pessoas que faziam a viagem e distribuiu uma folheto com as medidas que o PS já apresentou e que foram chumbadas para fazer face ao aumento do custo de vida.

Carneiro aproveitou para lembrar que o PS vai insistir nestas propostas já esta semana, levando projetos a debate já na quinta-feira.

Foi entre uma carruagem e outra que o secretário-geral socialista encontrou um invisual que se mostrou desiludido com o PS e com os governos que lhe seguiram.

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"Perdi uma carreira como oficial de Justiça porque o Governo do PS, e os que vieram a sair, nada fizeram para adaptar o meu posto de trabalho. Por isso é que eu fiquei muito desiludido com o PS", disse Nelson Portinha.

O líder do PS foi fazendo perguntas, quis saber o nome e a situação em concreto e prometeu que ia tentar ajudar a resolver a situação e que não se esqueceria.

"Eu passo lá no Rato quase todas as semanas, faço ginásio lá em frente, e fico com uma certa aversão ao PS de não ter ido mais longe, podia ter feito mais. Ela podia ter feito mais, mas não depende só dela", disse, numa referência a Ana Sofia Antunes, que era então secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência.

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