Carneiro sem pressa na preparação de programa económico que quer fazer "com passos sólidos"

Secretário-geral do PS insistiu que é preciso "construir esta solução de política económica com tranquilidade".

16 de junho de 2026 às 20:18
Secretário-geral do PS, José Luís Carneiro Foto: Estela Silva/Lusa_EPA
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O secretário-geral socialista recusou esta terça-feira qualquer pressa na preparação da solução de política económica do PS, preferindo "passos muito sólidos" para evitar prometer "soluções milagrosas" que depois não se cumprem, como acusa o atual Governo de fazer.

José Luís Carneiro falou aos jornalistas à chegada para o encontro da plataforma de políticas públicas que vai criar uma estratégia nacional para aumentar salários, valorizar o trabalho e reforçar a competitividade económica e que integra nomes como os ex-ministros Mário Centeno, Fernando Medina e Pedro Siza Vieira.

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"O nosso calendário é construirmos uma proposta que seja sólida e que seja alternativa, perdível à política económica do Governo. Há uma coisa que eu quero repetir: nós não devemos ter pressa, nós devemos dar passos muito sólidos", respondeu aos jornalistas quando questionado sobre qual o calendário para esta proposta.

O secretário-geral do PS insistiu que é preciso "construir esta solução de política económica com tranquilidade".

O PS, segundo Carneiro, quer "evitar fazer aquilo que fez este Governo, que foi prometer soluções milagrosas" nas várias áreas, incluindo no crescimento económico, que acusa o executivo de Luís Montenegro de depois não cumprir.

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"Trata-se de uma 'solução para um futuro melhor'. Naturalmente que as propostas políticas que se constroem com as pessoas e com as instituições, no nosso caso é para servir o país quando os portugueses entenderem que nós estamos preparados para podermos colocar as nossas propostas ao serviço do país", respondeu.

Carneiro explicou que neste encontro que esta terça-feira decorre será validada uma "estrutura base" desta estratégia que "está para discussão".

"Depois vai estar também em discussão com os parceiros sociais e com os diferentes setores da economia nacional para podermos apresentar uma visão alternativa, sólida, para o futuro do nosso país", explicou.

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Uma das preocupações centrais do PS é, segundo o seu líder, "garantir uma convergência de salários com os salários médios europeus".

"Isso significa que os nossos salários têm de se aproximar do PIB médio europeu, o que significa dar um saldo de cerca de 20 pontos percentuais. Temos de mobilizar todos os motores da economia nacional, temos de os qualificar, temos de os modernizar e temos de ter uma infraestrutura industrial capaz de vencer esses desafios", explicou.

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