Cerimónia de comemoração do 25 de Abril em pandemia divide parlamentares
Versão minimalista da cerimónia é a proposta apresentada pela maioria dos partidos.
Há uma maioria no Parlamento que quer manter as comemorações do 25 de Abril, embora num modelo ajustado, com o mínimo possível de deputados e convidados. PS, PSD, BE, PCP, PAN e a deputada Joacine Katar Moreira defendem que a sessão evocativa deveria avançar. CDS e restante direita preferem sessão solene sem discursos na AR.
O PS é "totalmente a favor" de uma cerimónia em formato reduzido. No mesmo sentido segue o PSD, que quer garantir "um espaçamento entre as pessoas nunca inferior a dois metros".
O Bloco argumenta que o momento servirá para mostrar que os valores da democracia "continuam válidos" mesmo perante a pandemia e o PCP defende que devem ser mantidas as regras de contingência do Parlamento. Joacine Katar Moreira dizia que os contornos dependem da situação epidemiológica do país.
Entendimento diferente têm os restantes partidos à direita, defendendo que a data seja assinalada sem um encontro no Parlamento, para dar o exemplo aos portugueses. CDS, Iniciativa Liberal e Chega propõem uma comunicação do Presidente da República e dos partidos ao País.
Marcelo Rebelo de Sousa já defendeu que o dia "tem de ser comemorado". Semelhante posição tem o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues. A conferência de líderes toma hoje uma decisão.
Manifestação cancelada em Lisboa
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