Chega afasta crise política e diz estar disponível para continuar a dialogar com o Governo

Líder parlamentar do Chega afirmou que é preciso "deixar de meter medo às pessoas com crises políticas".

15 de julho de 2026 às 07:48
Pedro Pinto, líder parlamentar do Chega, ao lado de André Ventura Foto: Miguel A. Lopes
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O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, afasta uma nova crise política e manifesta a disponibilidade do partido para continuar a dialogar com o Governo, apesar de considerar que o executivo "não tem competência" e é "francamente mau".

Em declarações à agência Lusa a propósito do debate sobre o Estado da Nação, na quinta-feira, o dirigente do Chega afirmou que é preciso "deixar de meter medo às pessoas com crises políticas".

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"Não vamos estar aqui a criar climas de medo, de instabilidade política. Não é para isso que nós cá estamos, nós estamos aqui para dizer às pessoas aquilo que se passa, aquilo que as pessoas sentem no dia-a-dia, e o importante dos políticos é resolver esse problema das pessoas", defendeu.

O deputado acusou o Governo de deixado "o país num caos", porque "não conseguiu reformar nada, nem cumprir nenhuma das promessas que fez aos portugueses".

"Isso não aconteceu. Nós continuamos com a saúde da maneira que está, com pessoas a morrer às mãos do INEM, continuamos com a educação com este caos também, agora com os exames, continuamos a não ter a reforma da justiça que era tão precisa", elencou, criticando também o aumento do custo de vida.

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Pedro Pinto disse que gostaria que o Governo "resolvesse os problemas do país e melhorasse a vida dos portugueses".

Questionado sobre se o executivo tem condições para levar o mandato até ao fim, o líder parlamentar do Chega respondeu que ainda é "muito cedo" para saber.

Ainda assim, o líder parlamentar do Chega considerou que o Governo "já provou que não tem competência", é "francamente mau" e é "muito insensível", criticando a ministra da Saúde, o ministro da Administração Interna e o ministro da Educação.

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"E nós precisamos de um Governo que governe. Um Governo que governe não para eles, mas sim para os portugueses".

Questionado sobre se o Chega está disponível para garantir a estabilidade política, o deputado defendeu que o partido tem sido "responsável desde o princípio desta legislatura" e tem "tentado fazer pontes com o Governo".

"Eu creio que Luís Montenegro e este Governo por vezes se esquecem que não têm maioria absoluta neste Parlamento e que têm de governar com os outros partidos, particularmente com o Chega. Nós sempre estivemos disponíveis para isso", indicou.

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Ao mesmo tempo, alertou que o Chega não pode "compactuar com a insensibilidade deste Governo", numa referência à recusa da exigência de baixar as reformas, que era contrapartida do partido para aprovar as alterações à lei laboral.

Sobre o Orçamento do Estado, que será apresentado depois do verão, o líder parlamentar do Chega considerou que primeiro é preciso conhecer a proposta do Governo.

"Depois de apresentar o Orçamento do Estado, cá estaremos para discutir. Eu espero que este Governo tenha a sensibilidade de apresentar um bom Orçamento do Estado", ao contrário do que na opinião do Chega aconteceu nos últimos anos e justificou o voto contra.

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"O PS tem dado a mão a este Governo. Vamos ver o que irá acontecer este ano. Das duas, uma, ou o Governo baixa os impostos, ou o Governo melhora realmente a vida das pessoas, ou este Governo faz exatamente as reformas que o país precisa, ou não pode contar connosco", avisou.

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