Chega ainda não tomou decisão sobre moção de censura ao Governo

"Ainda não tomamos nenhuma decisão", disse André Ventura.

01 de setembro de 2026 às 20:07
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O presidente do Chega disse esta terça-feira ainda não ter tomado uma decisão sobre a apresentação de uma moção de censura ao Governo, remetendo-a "provavelmente" para quarta-feira, e acusou o ministro da Administração Interna de arrogância.

"Ainda não tomámos uma decisão sobre isso", afirmou André Ventura, em declarações transmitidas pela RTP, remetendo para "amanhã [quarta-feira], provavelmente" uma posição sobre a matéria.

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Falando na Assembleia da República, o líder do Chega disse ainda estar "fazer várias reuniões com os deputados e com os membros da comissão permanente".

André Ventura adiantou também que já falou com o Presidente da República, mas não quis adiantar pormenores sobre essa conversa com António José Seguro.

Sobre as declarações do ministro da Administração Interna, Ventura considerou-as "inqualificáveis".

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"Acho verdadeiramente inqualificáveis, acho que é de uma arrogância, de um quero, posso e mando, de uma incapacidade de dar explicações brutal", criticou.

Na segunda-feira, o líder do Chega disse que reuniria esta terça-feira os órgãos do partido para decidir sobre a apresentação de uma moção de censura ao Governo.

Na semana passada, André Ventura já tinha admitido avançar com uma moção de censura caso o primeiro-ministro não resolvesse a situação do ministro da Administração Interna, que considerou ter atingido um nível "grotesco" e "inaceitável".

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O ministro da Administração Interna afirmou esta terça-feira que tem sido alvo de insinuações e mentiras e disse que não se deixará intimidar e continuará a governar e a trabalhar.

Na cerimónia de comemoração dos 148 anos do Comando Regional da PSP da Madeira, que decorreu em Câmara de Lobos, Luís Neves insistiu que tem autoridade para continuar a governar e acusou o presidente do Chega, André Ventura, de lançar "o caos, porque dá jeito".

"Não aceito que André Ventura transforme aquilo que assumi naquilo que nunca fiz", acrescentou.

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O ministro considerou que "a destruição pessoal e política ultrapassou todos os limites" quando o presidente do Chega, André Ventura, o comparou a um 'gangster'.

"Jamais me intimidarão (...) nada me vai afastar do que me levou a aceitar este cargo", disse.

O ministro disse até ter uma "motivação adicional para continuar no Governo: contribuir para derrotar politicamente o populismo e a normalização da mentira".

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"Podem continuar a criticar, eu vou continuar a governar", afirmou.

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