Chega anuncia hoje se avança com moção de censura ao Governo
André Ventura reuniu-se esta segunda-feira com os órgãos parlamentares e nacionais do Chega para tomar uma posição final. Revelou também que pediu ao Presidente da República uma conversa telefónica.
O Chega vai anunciar esta terça-feira a “decisão final” sobre se avança com uma moção de censura ao Governo, como tinha ameaçado, devido às polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna.
Os órgãos nacionais e parlamentares estiveram esta segunda-feira reunidos, na Assembleia da República, para tomar uma decisão sobre o avanço da proposta intitulada “Acabar com o lamaçal e a degradação democrática”. André Ventura adianta que pediu uma conversa telefónica com o Presidente da República, o que terá contribuído para esta hesitação do Chega. Segundo o ‘Sol’, António José Seguro terá feito um ultimato ao primeiro-ministro sobre a presença de Luís Neves no Governo, afirmando que o ministro não tem condições para continuar em funções. De acordo com a informação avançada pelo jornal, o Chefe de Estado terá dado um prazo de 20 dias a Luís Montenegro para substituir o titular da pasta da Administração Interna.
“O primeiro-ministro tem de tomar uma decisão. Isto não é sustentável numa democracia, e não é sustentável um ministro continuar com estas suspeitas. Se o ministro amanhã [hoje] nos der uma explicação (ver caixa) absolutamente inacreditável farei ‘mea culpa’”, disse Ventura, em declarações na sede do Chega, antes da reunião com a direção do grupo parlamentar e com a direção do partido. Ainda assim, o líder do Chega apontou que “a probabilidade de isso acontecer é baixa, porque o ministro já teve várias oportunidades para se explicar”.
Ministro faz esta terça-feira novos esclarecimentos
O ministro da Administração Interna (MAI) vai prestar esta terça-feira esclarecimentos, após ser confrontado com a hipótese de uma moção de censura ao Governo. “Amanhã [hoje] falaremos sobre estes assuntos todos. Estou absolutamente tranquilo, estou aqui a trabalhar em prol da segurança do País”, disse Luís Neves, que está de visita à Madeira.
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