Chega insiste na descida dos impostos sobre os combustíveis e acusa Montenegro de hipocrisia
André Ventura discursava numa iniciativa de 'rentrée' da distrital de Lisboa do partido Chega, que ocorreu no concelho de Loures (distrito de Lisboa).
O presidente do Chega acusou este sábado o primeiro-ministro de ser "muito hipócrita" no que toca à política do Governo para os combustíveis e anunciou que vai propor no Parlamento a descida dos impostos do gasóleo e da gasolina.
Discursando numa iniciativa partidária, o líder do Chega anunciou que o partido vai entregar duas iniciativas no Parlamento, uma "para a descida do IVA dos combustíveis" e outra "para o IVA zero no cabaz alimentar essencial, nos bens essenciais".
O partido vai pedir a realização de um debate na Assembleia da República para discutir estas propostas, "logo após a moção de censura", que é debatida e votada na terça-feira.
André Ventura discursava numa iniciativa de 'rentrée' da distrital de Lisboa do partido Chega, que ocorreu no concelho de Loures (distrito de Lisboa).
O líder do Chega apelou ao PS que aprove estes projetos, acusando os socialistas de hipocrisia se não o fizerem, pois são medidas que também defendem.
Antes de intervir para os militantes do Chega, em declarações aos jornalistas, André Ventura considerou "muito hipócrita" a declaração do primeiro-ministro, relativamente aos combustíveis, por pedir a compreensão dos portugueses para o esforço que está a fazer nesta matéria.
"Qual é o esforço que o Estado português está a fazer em matéria dos combustíveis? A nossa maior carga de pressão sobre os combustíveis é impostos. Basta comparar com o preço em Espanha [...]. Qual é o esforço? Só se for o esforço de nos roubar mais [...], porque já ninguém aguenta esta conversa do Governo de que não tem culpa, de que não tem culpa, não tem culpa, mas continua a sacar-nos impostos", declarou.
Em causa está a previsão de que, na próxima semana, o preço do gasóleo deverá subir 15 cêntimos e o da gasolina 12 cêntimos por litro.
Durante o discurso, o presidente do Chega apontou para novembro a realização do congresso do partido e disse querer um partido "pronto para governar, um partido capaz, que saiba aquilo que quer e para onde vai, que saiba perfeitamente o caminho que tem que fazer e que, no melhor que a Europa tem feito, consiga mostrar que é alternativa".
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