COLIGAÇÃO EUROPEIA CONTRA-NATURA

A poucos meses de abandonar o Parlamento Europeu (PE) e a vida política activa, Pacheco Pereira continua a alertar a direcção do PSD para os perigos de uma permanente e intemporável aliança com o CDS-PP. Ao reiterar que a coligação dos dois partidos para o PE é contra naturam, o político, entrevistado pela Rádio Renascença, salientou os riscos de um acordo sem prazos definidos.

05 de janeiro de 2004 às 00:00
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“Não se percebe muito bem quando é que esta aliança termina, se tem prazo”, salienta.

Sem escamotear a animosidade política que sente por Paulo Portas, o eurodeputado acha que a “fragilidade” em que se encontra o líder do CDS-PP (a “dependência da coligação não o permite ir a votos”) coloca-o “num único plano para o futuro: ver se com o tempo entra para o PSD”. Cenário para o qual conta com “a ala mais à direita do PSD”.

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Em matéria de presidenciais , e depois de afirmar que a “discussão actual é um erro” – com “efeitos perversos” pelo facto de só ocorrer em 2006 – Pacheco Pereira diz, sobre uma eventual candidatura de Pedro Santana Lopes , “não conhecer” deste “ideias e programas, mas apenas motivos subjectivos e pessoais”, o que considera “ser muito pouco” para um processo de avaliação.

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