Conheça o novo ministro da Cultura

Um diplomata poeta que será ministro.

10 de abril de 2016 às 09:54
Luís Filipe Castro Mendes, Idanha-a-Nova, Luanda, Paris, Nova Deli Foto: D.R.
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Luís Castro Mendes é uma boa escolha para ministro da Cultura?

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Luís Castro Mendes é uma boa escolha para ministro da Cultura?

Poeta ficcionista português, Luís Filipe Castro Mendes nasceu em 1950, em Idanha-a-Nova, distinguindo-se por uma vasta obra escrita e uma carreira diplomática em postos como Luanda, Paris ou Nova Deli.

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Licenciado em 1974 em Direito pela Universidade de Lisboa, o novo ministro da Cultura ingressou a partir de 1975 na carreira diplomática, tendo passado sucessivamente por Luanda, Madrid, Paris, Rio de Janeiro, Budapeste e Nova Deli.

Foi assessor de Melo Antunes no Ministério dos Negócios Estrangeiros e, mais tarde, do presidente Ramalho Eanes em 1983.

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Em 2010, substituiu Manuel Maria Carrilho na UNESCO e em 2012 assumiu funções no Conselho da Europa.

Desde muito cedo, entre 1965 e 1967, foi colaborador do jornal Diário de Lisboa-Juvenil.

A obra de Luís Filipe de Castro Mendes carateriza-se por cultivar as formas clássicas e a musicalidade dos versos e enquadra-se numa estética pós-modernista.

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Revela ainda um universo enigmático onde o fingimento e a sinceridade, o romântico e o clássico, a regra e o jogo o levam a uma das suas obras mais expressivas "O Jogo de Fazer Versos" (1994).

No seu livro de esteia "Recados" (1983), problematiza quer a relação entre o sujeito e a realidade pela impossível nomeação que inscreve a poesia entre a palavra e o silêncio quer a relação entre o eu e o outro, numa última parte composta por uma série de mensagens dirigidas a destinatários identificados pelo nome próprio.

É autor de "Correspondência Secreta" (1995), obra fundada sobre a invenção histórico-ficcional e sobre o exercício de paródia, reunindo uma série de textos (monólogos, cartas, poemas) atribuídos a figuras literárias, como Marquesa de Alorna, Filinto Elísio, Cavaleiro de Oliveira, entre outros) na charneira entre o classicismo e o pré-romantismo.

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A obra de Luís Filipe Castro Mendes tem ainda como traço distintivo a capacidade de renovar as experiências de escrita.

"Areias Escuras" (1984), "Seis Elegias e Outros Poemas" (1985), galardoado com o prémio da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto, "A Ilha dos Mortos" (1991) e "Outras Canções" (1998) são ainda exemplos de outras obras deste autor.

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