Conselho Nacional do PSD reúne-se hoje para aprovar diretas em maio e congresso em junho

Encontro está marcado para esta quarta-feira à noite.

08 de abril de 2026 às 07:38
Luís Montenegro Foto: Manuel de Almeida/Lusa_EPA
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O Conselho Nacional do PSD reúne-se esta quarta-feira à noite para aprovar a proposta da direção para a realização de eleições diretas a 30 de maio e congresso a 20 e 21 de junho, em Anadia (distrito de Aveiro).

De acordo com a convocatória, a reunião, marcada para as 21:00 num hotel em Lisboa, começará por fazer a habitual análise da situação política.

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Segue-se na ordem de trabalhos a ratificação da proposta da Comissão Política Nacional para a marcação da eleição do presidente da Comissão Política Nacional e dos delegados ao 43.º Congresso do PSD para 30 de maio e a convocação da reunião magna para o Velódromo de Sangalhos, em Anadia, nos dias 20 e 21 de junho.

No último Conselho Nacional, realizado a 4 de março, o presidente do PSD, Luís Montenegro, anunciou que iria propor a realização de diretas em maio, de forma a coincidirem com os quatro anos da sua primeira eleição, a 28 de maio de 2022.

Na ocasião, Montenegro recordou a data em que foi eleito presidente do PSD pela primeira vez e manifestou o desejo de que as eleições diretas pudessem regressar a este calendário, depois de em 2024 terem derrapado para depois do verão devido às eleições europeias.

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O líder social-democrata desafiou então quem tivesse um "caminho diferente e alternativo" a apresentar-se, naquilo que foi interpretado como uma resposta ao ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, numa altura em que este fez uma série de intervenções críticas ao Governo.

Dois dias depois, Passos Coelho repetiu não ser "candidato a coisíssima nenhuma, dizendo que, se um dia o vier a ser, será apenas por um "imperativo de consciência".

Na mesma ocasião, recomendou ao atual primeiro-ministro que se concentre naquilo para que foi eleito e se distraia pouco com o resto, não tendo feito novas intervenções públicas desde essa ocasião.

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Luís Montenegro quer como primeiro-ministro quer como líder do PSD tem procurado defender, nas últimas semanas, o cariz reformista do Governo.

"Reformismo de boca têm muitos, mas reformismo de ação não é para todos", disse, nas jornadas parlamentares do PSD em Caminha, afirmando que até dentro do PSD e do Governo há, por vezes, dificuldade em entender as mudanças.

Na mesma ocasião, Hugo Soares batizou a ação do executivo como "uma mudança tranquila" e "despida de ideologia".

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Numa cerimónia em que assinalou os dois anos da sua primeira tomada de posse, Montenegro defendeu que "o país está melhor e os portugueses também estão melhor" e avisou a oposição que recusa "reagir ao ruído" mas também não irá "ceder ao imobilismo".

Desde que tomou posse pela primeira vez, em 02 de abril de 2024, o presidente do PSD chefiou dois Governos - o anterior e o atual -, conviveu com dois Presidentes da República, Marcelo Rebelo de Sousa e António José Seguro, e dois líderes do PS, Pedro Nuno Santos e José Luís Carneiro.

O primeiro executivo chefiado por Luís Montenegro demitiu-se a 11 de março de 2025 - com menos de um ano em funções - devido à rejeição pelo parlamento de uma moção de confiança apresentada pelo executivo, após semanas de dúvidas sobre a vida patrimonial e pessoal do primeiro-ministro e a empresa Spinumviva.

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A coligação PSD/CDS-PP voltou a vencer eleições em maio de 2025 e reforçou-se em número de deputados (passou de 80 para 91), numas eleições em que o Chega ultrapassou o PS como segunda força parlamentar (60 deputados contra 58).

Desde então, o caminho, num parlamento tripartido, tem passado por apresentar o Governo como "o eixo central" ou o "bloco do meio", sem escolher um parceiro preferencial entre o PS e o Chega.

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