Contas não suportam diminuição do IVA da luz
Baixa para 6% implicaria uma perda anual de 800 milhões.
O primeiro-ministro avisou este sábado que a aprovação de uma descida do IVA da eletricidade para 6%, no âmbito da apreciação do Orçamento do Estado na especialidade, é "insustentável financeiramente", afirmou no final da cimeira dos ‘Amigos da Coesão’, que juntou em Beja representantes de 17 Estados-Membros da União Europeia.
Pelas contas do primeiro-ministro, António Costa, a medida, proposta pelo PSD, BE e PCP, iria representar "uma perda de 800 milhões de euros por ano, metade da verba em causa para Portugal nas negociações do orçamento europeu".
Sem nunca falar em crise política, Costa afirmou contudo que se uma proposta nesse sentido for aprovada "será um profundíssimo erro", porque se tratará de uma medida "socialmente injusta e irresponsável do ponto de vista ambiental".
E criticou os partidos que eventualmente participem numa coligação negativa, nomeadamente o BE: "Como é que querem ser os campeões do combate às alterações climáticas e depois fazem a demagogia da concessão de incentivos fiscais do aumento do consumo da energia?"
Costa defende, em alternativa, que a medida mais adequada e "a única sustentável" passa pelo alargamento da tarifa social, "que na última legislatura passou a cobrir 800 mil famílias e vai continuar na presente legislatura".
E deixou um apelo: "Com bom senso, acho que esse problema rapidamente deve ser ultrapassado na próxima quinta-feira" dia da votação final global do Orçamento.
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