Costa faz tabu sobre se aceita lei dos professores com travão financeiro
Primeiro-ministro diz que perante tantos avanços e recuos da direita prefere esperar pela "votação final do diploma que venha a ser aprovado".
António Costa não revela o que fará se o diploma dos professores que consagra a contagem integral do tempo de serviço em que as carreiras docentes estiveram congeladas for aprovado em votação final global no Parlamento acompanhado da cláusula de salvaguarda agora exigida por PSD e CDS.
Em entrevista à TVI, na qual Rui Rio e Assunção Cristas - respetivamente líderes do PSD e do CDS - não participaram apesar de terem sido convidados, o primeiro-ministro foi questionado sobre se apresenta a demissão do Governo caso a legislação dos professores seja aprovada com a o travão financeiro e fez tabu: "Aguardo pela votação final global do diploma que venha a ser aprovado".
Ainda sobre se a referida cláusula de salvaguarda do equilíbrio orçamental seria suficiente para evitar a demissão do Executivo, o também secretário-geral do PS limitou-se a dizer qual é a sua vontade, sem concretizar o que fará se confrontado com tal cenário.
"Desejo obviamente que não haja qualquer alteração ao decreto-lei que o Governo aprovou", disse referindo-se ao decreto que prevê somente a contabilização de dois anos, nove meses e 18 dias do período em que as carreiras docentes estiveram congeladas. Costa acrescentou que a proposta aprovada em sede de especialidade na comissão parlamentar de educação pela coligação negativa entre PSD, CDS, Bloco e PCP configura "consequências que põem em causa estabilidade financeira do país, a equidade entre os portugueses e a credibilidade externa de Portugal".
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