Costa recusa queixar-se da herança financeira
Passivo financeiro do PS.
O secretário-geral do PS, António Costa, prometeu este domingo deixar resolvida para o seu sucessor no cargo a questão do passivo financeiro do partido, advertindo que não tem por hábito queixar-se das heranças que recebe.
António Costa falava aos jornalistas à chegada à Gare do Oriente, em Lisboa, antes de partir num comboio especial do PS com destino ao Porto, cidade onde este partido comemora 42 anos da sua fundação.
Questionado sobre a atual situação financeira do PS, que terá um passivo na ordem dos 11 milhões de euros - o que já levou este partido a fazer junto da banca uma renegociação do pagamento de juros -, António Costa respondeu: "Não tenho por hábito queixar-me das heranças que recebo, mas antes de resolver os problemas que tenho para fazer e entregar as casas arrumadas aos meus sucessores".
António Costa defendeu que seguiu essa mesma linha de atitude quando desempenhou no passado funções de ministro da Justiça ou de Estado e da Administração Interna, ou, ainda, quando foi presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
"É também isso que farei no PS. Não me queixo da herança [financeira proveniente da direção liderada por António José Seguro], resolvo problemas e quando houver um sucessor terá a sua casa arrumada", disse.
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