Cotrim Figueiredo assume "dia difícil" após polémicas, mas diz que o segredo é "transformar a revolta em força"
Candidato presidencial nega ter pensado em desistir face a "propagandas sujas".
João Cotrim de Figueiredo, candidato às eleições presidenciais, assumiu, em declarações aos jornalistas esta terça-feira, que "ontem foi um dia particularmente difícil", referindo-se à acusação de assédio sexual de que foi alvo e também à polémica em torno do seu eventual apoio a André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais. O candidato voltou a negar ambas as situações.
"Não fui claro, assumo essa falta de clareza", disse o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal sobre ter dito que não excluía nenhum candidato num eventual apoio na segunda volta das presidenciais, caso o próprio já não estivesse a concorrer. Quando questionado se mantinha, então, o "não é não, com o Chega", Cotrim respondeu que não há "nenhuma diferença [na sua posição política] face àquela que foi sempre vista". O candidato na corrida a Belém aproveitou ainda para esclarecer que quando disse que André Ventura estava "um político diferente" o fez com ironia já que "ninguém muda as pintas em poucos dias". Cotrim negou ainda qualquer estratégia política na afirmação.
Relativamente à acusação de assédio sexual, João Cotrim de Figueiredo não esconde a dor e o desconforto com a situação e garante que, caso se trate de uma estratégia política, não vai funcionar. Ao candidato, os jornalistas questionaram a ausência de Mariana Leitão, líder da iniciativa liberal, na carta aberta assinada por 30 mulheres que defendem Cotrim, ao que o mesmo respondeu que entendeu as razões de Mariana Leitão, enquanto líder do partido, para não se ter juntado ao manifesto, apesar de demonstrar apoio.
O candidato presidencial disse que ia mesmo avançar com uma queixa por difamação contra a ex-assessora que o acusa de assédio sexual e que espera que o processo dê entrada ainda antes do final da campanha.
O liberal afirma também que nunca pensou em desistir da candidatura e agradeceu o apoio que recebeu, quer publicamente, quer em privado, e diz que o segredo é "transformar a revolta em força".
"Peço que os portugueses não se deixem enganar por este tipo de propagandas sujas", disse, encerrando o assunto.
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