Críticas ao “taticismo” e insistência na lei das rendas

Iniciativa Liberal acusou AD, Chega e PS de bloquearem o País e elogiou apelo do Presidente da República. PCP, Livre e Bloco de Esquerda atacam alterações do Governo no arrendamento.

07 de novembro de 2026 às 01:30
Governo fez-se representar pelo ministro dos Assuntos Parlamentares (à esq.), da Habitação (centro) e da Presidência (à dir.) Foto: ANTÓNIO PEDRO SANTOS / EPA
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As críticas à atitude do Governo foram generalizadas depois das reuniões do Executivo, na Assembleia da República, com a Iniciativa Liberal, o Livre, PCP, BE e PAN para discutir propostas para a habitação. Os liberais foram os primeiros a reunir com a delegação do Governo (composta pelos ministros das Infraestruturas e Habitação, Pinto Luz, da Presidência, Leitão Amaro, e dos Assuntos Parlamentares, Abreu Amorim) e deixaram críticas tanto à AD, como ao Chega e PS, acusando-os de bloquearem o País. “O partido do Governo e os dois maiores partidos da oposição aquilo que têm feito nos últimos anos é bloquear o País, não têm como objetivo encontrar soluções, movem-se por taticismo político”, afirmou Mariana Leitão. A líder do partido revelou ainda que apresentou 24 medidas ao Governo para a habitação, com o objetivo de criar um “choque na oferta”. Considerou ainda que o apelo do Presidente da República para entendimentos nesta área foi importante.

Já o Livre acusou o Executivo de “não conhecer o País que tem e a situação em que o País está”, criticando a “indisponibilidade absoluta” para retirar a proposta de alteração à lei das rendas. Ainda assim a porta-voz do partido, Isabel Mendes Lopes, destacou que houve abertura quanto aos apoios ao setor cooperativo e ao “agravamento do IMI no caso de imóveis devolutos e casas vazias”.

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A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, sinalizou que não viu “nenhum sinal” do Governo de uma mudança de posição nas políticas de habitação e insistiu que a proposta de lei do arrendamento “não tem remendo possível”, medida também criticada pelo BE. O deputado único Fabian Figueredo acusou o Governo de intransigência na nova lei do arrendamento e apelou ao chefe de Estado para fazer da habitação uma “grande causa do seu mandato”.

Por sua vez, o PAN indicou que levou um conjunto de propostas para este setor, saudando a atitude do Executivo. “Pela primeira vez, sentimos que há uma abertura ao diálogo que não existiu se calhar em momentos anteriores. Saudamos, evidentemente, porque este é um momento excecional e momentos excecionais exigem respostas excecionais”, defendeu Inês Sousa Real.

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