Cunhado de Leitão Amaro suspeito de integrar quartel

MP liga Ricardo Leitão Amaro a oligopólio. Empresários são suspeitos de corrupção e burla qualificada.

12 de junho de 2026 às 01:30
Ministro da Presidência, António Leitão Amaro Foto: Manuel de Almeida/Lusa
Ricardo Leitão Amaro Foto: Direitos reservados

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Acesso a informação privilegiada e manipulação de concursos públicos, são estas as principais suspeitas sobre o chamado ‘Cartel dos Fogos’, que envolvem o empresário Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro da Presidência, António Leitão Amaro.

Para o Ministério Público e para a Polícia Judiciária, nos últimos anos, um grupo de empresas dedicadas ao aluguer de helicópteros para o combate aos incêndios conseguiu manipular os concursos públicos, de forma a empolar o valor que o Estado pagou pelo aluguer das aeronaves.

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Um dos esquemas que terá sido utilizado, segundo adiantou o jornal ‘Observador’, passava por deixar concursos públicos desertos (isto é, sem propostas), de forma a que o Estado, através da Força Aérea, fosse obrigado a recorrer ao ajuste direto, dada a falta de meios para o combate aos incêndios.

Ricardo Leitão Machado, já constituído como arguido no processo, terá participado neste esquema com a Heliportugal, do empresário Pedro Silveira, simulando concorrência quando, em rigor, não existiria. Aliás, duas empresas de Ricardo Leitão Machado (a Helifly e a Gestifly) partilhavam com a Heliportugal o mesmo representante legal, Luís Ferreira, que também já terá sido constituído como arguido no processo.

O cunhado de Leitão Amaro é ainda suspeito de obter informação privilegiada sobre os concursos através de Fernando Loureço, tenente-coronel na reserva, a prestar serviço na Autoridade Nacional para a Aviação Civil (ANAC).

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Em maio, após as buscas à casa de Ricardo Leitão Machado, a Judiciária, em comunicado, adiantou estar a investigar crimes de burla qualificada, corrupção passiva, corrupção ativa e associação criminosa, confirmando que está em causa a manipulação de concursos públicos.

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