Defesa: Fundo de pensões comprometido
O secretário de Estado da Defesa, Paulo Braga Lino, assumiu esta quarta-feira no Parlamento que as responsabilidades futuras do Fundo de Pensões dos militares, criado em 1990, “são incomportáveis”.<br/>
A ideia foi passada numa audição da comissão de Defesa em que o governante não se quis comprometer com uma das soluções deixadas pelo anterior executivo: o da integração na Caixa Geral de Aposentações.
A título de exemplo, o governante explicou que em 2011, 33 milhões de euros foram injectados pelo Ministério da Defesa e a verba respeitante aos beneficiários cifrou-se em 1,9 milhões de euros.
O Governo tem neste momento duas entidades externas a avaliar o futuro do fundo de pensões do militares, de onde são pagos os complementos de pensão ( uma média 10,3% do valor total): a Vieira de Almeida e associados e a Towers Watson foram as escolhidas.
Questionado pelo PCP sobre os custos desta consultadoria, Paulo Lino Braga não os quis avançar.
O universo total de beneficiários do Fundo de pensões dos militares é de 12 800.
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