"Democracia não pode ficar sequestrada porque o PS não aceita resultados eleitorais", diz CDS-PP

Presidente dos centristas criticou PS pela posição sobre a eleição para os orgãos externos do parlamento.

24 de março de 2026 às 14:17
Nuno Melo Foto: Direitos Reservados
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O presidente do CDS-PP acusou esta terça-feira o PS de sequestrar a democracia com a sua posição sobre as eleições para os órgãos externos ao parlamento e pediu-lhe que aceite o resultado das últimas legislativas.

No encerramento das jornadas parlamentares do partido, o líder centrista afirmou que o Tribunal Constitucional "está neste momento bloqueado" porque "parece que o PS não aceita os resultados eleitorais que o povo quis expressar nas urnas".

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"A democracia não pode ficar sequestrada porque o PS não aceita resultados eleitorais e, principalmente, o normal e regular funcionamento das instituições democráticas é um sinal que nós, partidos que temos responsabilidades há 50 anos, devemos saber respeitar, devemos saber preservar e devemos saber valorizar", defendeu.

Nuno Melo apelou também ao PS que perceba que em democracia os resultados são "muitas vezes, ou quase sempre, conjunturais" e que "tem um lugar no parlamento que já não é o de outros tempos".

"Não é de facto a segunda força política, é a terceira força política, mas não pode desistir de querer voltar a ser a segunda ou a primeira. Nós lutaremos para que assim não seja, lutaremos para que o CDS seja maior, mas é bom que o Partido Socialista também o perceba, porque a democracia é isto mesmo, é a expressão do povo livre", referiu.

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O líder do CDS-PP defendeu que a democracia deve ser respeitada e "valoriza-se em cada uma das suas instituições".

E deu o exemplo do seu partido, que esteve afastado do parlamento mas voltou a conseguir representação parlamentar em 2024.

"O CDS pode dar-se a si próprio como exemplo, porque quando os resultados na democracia não são os que nós desejamos, o que temos a fazer é lutar e trabalhar para sermos maiores, para crescermos, para vencermos as nossas eleições, não é bloquear a democracia em modo de contestação à vontade popular", salientou.

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No discurso de encerramento das jornadas parlamentares do CDS-PP, o também ministro da Defesa Nacional criticou -- tal como fez antes o deputado João Almeida -- a deslocação do secretário-geral do PS à Venezuela.

"Eu não sei exatamente o que pretendia o secretário-geral do Partido Socialista, mas devo reconhecer que não esteve num dos seus melhores momentos, e seria bom até tivesse atenção ao histórico no Parlamento Europeu, relativamente àquilo que são decisões, também de muitos socialistas, e o Parlamento Europeu condena há muitos anos aquilo que se passa na Venezuela. E nós devemos estar em linha com as responsabilidades dos tempos e há matérias em relação às quais a pequena política não pode transigir", afirmou.

Nuno Melo considerou também que José Luís Carneiro legitimou "com a sua presença um parlamento do qual foi varrida a maior parte da oposição".

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E contrapôs que "o CDS fica do lado dos jovens que também na Venezuela são detidos em universidades por delitos de opinião, e do lado daqueles que também na Venezuela lutam todos os dias porque querem ser livres e querem viver em democracia".

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