Depósitos de notas tramam Hermínio

Entregou 110 mil euros no banco, dinheiro incompatível com os seus rendimentos.

22 de junho de 2017 às 01:30
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Hermínio, pena, esquema, corrupção, oliveira de azeméis, Polícia Judiciária, PJ, empreiteiros Foto: Direitos Reservados
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Vários depósitos de dinheiro tramam Hermínio Loureiro no processo ‘Ajuste Secreto’, que levou à detenção do ex-autarca de Oliveira de Azeméis e de outros seis suspeitos.

As maquias, cuja proveniência é totalmente desconhecida, foram sempre depositadas pelo também antigo líder da Liga de Clubes, que entregava vários maços de notas no banco. No total, depositou 110 mil €.

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A PJ suspeita de luvas resultantes da viciação de concursos públicos de obras. Hermínio, que demonstrou intenção de falar no processo, terá de explicar à juíza Ana Cláudia Nogueira de onde veio o dinheiro, até porque os montantes são incompatíveis com os seus rendimentos. Mas não foi só nas contas de Hermínio, ‘vice’ da Federação Portuguesa de Futebol, que a PJ encontrou valores que estarão relacionados com o esquema que rendeu 15 milhões aos arguidos. Só um dos três empreiteiros, de Famalicão, terá arrecadado nove milhões. Outro dos empresários tinha 100 mil euros escondidos.

Os interrogatórios começaram já ontem no Tribunal de Santa Maria da Feira, mas a magistrada apenas conseguiu ouvir quatro arguidos até ao fecho desta edição. As audições prosseguem durante o dia de hoje.

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Pormenores

Saco azul para clubes

Em causa estão crimes de corrupção, tráfico de influências, peculato e prevaricação. Parte do dinheiro iria para clubes de futebol de Oliveira de Azeméis.

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Ex-deputado em silêncio

João de Sá Moura, ex-deputado do PSD, preferiu ficar em silêncio. Ao fecho desta edição, estava a ser ouvido Isidro Figueiredo, atual edil oliveirense.

Juíza do Apito Dourado

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Ana Cláudia Nogueira é a juíza que tem o caso. Esteve no Apito Dourado e interrogou Valentim Loureiro e Pinto da Costa.

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