Deputados ouvem 96 políticos e dirigentes sobre rendas na energia
António Costa e quatro primeiros-ministros que o antecederam vão ser ouvidos em comissão de inquérito.
De Durão Barroso a António Costa, todos os primeiros-ministros entre 2004 e 2018 vão ser chamados à comissão parlamentar de inquérito sobre as rendas excessivas da energia. O anúncio foi feito ontem pela deputada do PSD Maria das Mercês Borges, que preside à referida comissão. No total, vão ser ouvidos a partir de 27 de junho, dia da primeira audição, representantes de 17 entidades e outras 96 pessoas.
O Bloco de Esquerda, que propôs a criação desta comissão, tinha pedido apenas a audição dos antigos primeiros-ministros José Manuel Durão Barroso, Pedro Santana Lopes, José Sócrates e Pedro Passos Coelho. O PSD veio entretanto requerer também a presença do líder do atual Governo, António Costa.
Entre as personalidades que os deputados querem ouvir estão ainda o ex-ministro da Economia Manuel Pinho, o presidente da EDP António Mexia, e o ex-ministro das Finanças Teixeira dos Santos, que acumulou a pasta da Economia durante seis meses, e Vítor Gaspar, que vendeu a EDP à China Three Gorges.
Do atual Executivo, além de Costa, serão chamados os ministros das Finanças e da Economia, Mário Centeno, Caldeira Cabral, respetivamente, e o secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches.
PORMENORES
Mexia e Salgado arguidos
O Ministério Público está a investigar suspeitas de corrupção na criação de leis alegadamente favoráveis à EDP entre 2004 e 2007. António Mexia, líder da elétrica, e Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, são arguidos.
2500 milhões de encargos
Desde 2007, os Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC) representaram 2500 milhões de euros de encargos para os consumidores de eletricidade, segundo o projeto de resolução com que o Bloco de Esquerda propôs a criação da comissão parlamentar.
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