“Deve ser pela cor da minha pele”, diz Costa a Cristas após ser questionado sobre atos de vandalismo

Resposta de primeiro-ministro surgiu quando lhe perguntaram se condenava os ataques a esquadras da polícia e caixotes do lixo.

25 de janeiro de 2019 às 11:46
António Costa, primeiro-ministro, olha para o retrovisor oferecido por Assunção Cristas e enumera sucessos Foto: António Cotrim / Lusa
CDS-PP, TSU, Orçamento do Estado, Assunção Cristas, António Costa, política, economia, negócios e finanças Foto: Manuel de Almeida/Lusa
Comissão Europeia, Orçamento do Estado, António Costa, Assunção Cristas, economia, negócios e finanças, política, orçamento do estado e impostos Foto: Tiago Petinga/Lusa
PCP, PS, pobreza, PSD, CDS-PP, Jerónimo de Sousa, António Costa, Assunção Cristas, Passos Coelho, política, partidos e movimentos Foto: Mário Cruz/Lusa
CDS-PP, Assunção Cristas, Governo, António Costa, CDS, Costa, PS, PCP, política, economia, negócios e finanças Foto: Lusa

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"Deve ser pela cor da minha pele que me pergunta se condeno ou não condeno", lançou António Costa, exaltado com a pergunta feita pela líder do CDS sobre se o primeiro-ministro condena ou não incidentes como os que têm sido relatados nos últimos dias e que dão conta de ataques a esquadras de polícia e fogo posto a caixotes do lixo e a um autocarro, alegadamente em protesto contra a violência policial no Bairro da Jamaica.

A resposta de António Costa gerou uma pateada geral no plenário, com o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues a pedir que esse tipo de discussão não entrasse no debate parlamentar.

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"Temos todos de ter calma", disse Ferro, que fez o apelo não só aos deputados, mas também diretamente ao primeiro-ministro.

"Eu nem vou responder ao comentário final porque fiquei com vergonha alheia", limitou-se a dizer Assunção Cristas quando voltou a ter a palavra.

A líder do CDS tinha mostrado uma série de notícias de jornal sobre os incidentes dos últimos dias, pedindo a António Costa que fosse claro na condenação a estes atos.

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Costa já tinha, em resposta a Fernando Negrão, condenado atitudes racistas e defendido que excessos cometidos pela polícia sejam "investigados", mas frisando que "Portugal é o quarto país mais seguro do mundo" e que os incidentes dos últimos dias não espelham níveis de violência semelhantes aos de te se têm visto noutros países.

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