Dois terços dos futuros beneficiários vão ganhar mais com a nova PSU
Governo diz que só 6% dos futuros beneficiários serão prejudicados. Entre os atuais beneficiários não há cortes. Seguro promulga com avisos.
O Governo calcula que 64% dos futuros beneficiários da Prestação Social Única (PSU), quase dois terços do total, vão ganhar mais com este novo apoio do que com o regime atual. As estimativas foram divulgadas esta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho, que não espera alterações de valores em 30% das situações. Para 6% dos casos, classificados pela tutela como “específicos”, a criação da PSU não é positiva: receberiam mais se as regras não mudassem.
Dois terços dos futuros beneficiários vão ganhar mais com a nova PSU
Em comunicado, o gabinete da ministra Rosário Palma Ramalho divulgou simulações em que aponta para um acréscimo do rendimento mensal das famílias superior a 400 euros por mês, em determinados cenários. É o que acontece com os que têm Subsídio Social Parental Inicial (SSP), que será integrado na PSU. Até aqui, uma família sem rendimentos composta por dois adultos e duas crianças recebia 429,7 euros. Com a PSU, passará a encaixar 725,1 euros, acrescidos de uma majoração de 161,1 euros, num total de 886,3 euros. São mais 456,6 euros por mês. Estes são, contudo, casos residuais - o SSP será responsável por apenas 2% do total dos que terão direito à Prestação Social Única. Mais peso tem o Rendimento Social de Inserção (RSI), de onde transitam mais de metade dos futuros beneficiários. Estes são um dos “principais beneficiados pela PSU”, a que se somam, entre outros, “as famílias de maior dimensão”. Para os que têm Pensão Social de Velhice e Subsídio Social de Desemprego pouco mudará.
O Presidente da República promulgou esta sexta-feira o decreto-lei que cria a PSU, mas deixou avisos: “Exige-se particular atenção na execução desta reforma, nomeadamente na portaria que vier a ser adotada, assegurando que ninguém é prejudicado face à situação de que hoje beneficia. Em particular os mais vulneráveis, as famílias de menores rendimentos, os idosos, as pessoas com deficiência e todos aqueles que vivem em situação de maior fragilidade”, lê-se numa nota de António José Seguro. O Governo garante que “nenhum dos atuais beneficiários das 13 prestações agregadas pela PSU será prejudicado com o novo regime.”
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt