El País fala de Isaltino, o "presidente corrupto que os portugueses adoram"
Jornal espanhol tenta explicar como portugueses votaram "em quem os rouba".
A edição deste domingo do El País tem um artigo a falar de Portugal, mas o motivo talvez não cause muita alegria a muitos. O jornal espanhol tenta explicar, num artigo sarcástico assinado pelo jornalista Javier Martín del Barrio, como Isaltino Morais conseguiu ser novamente eleito presidente da Câmara de Oeiras quando foi condenado por fraude fiscal e abuso de poder.
Entitulado "Isaltino, o presidente corrupto que os portugueses adoram", o artigo passa em revista o percurso político de Isaltino, garantindo que se o português não é o Super Homem, "certamente o parece", olhando para os resultados das eleições do passado domingo.
De fora não fica, claro está, tudo o que se viu e escreveu sobre as suas condenações, com o texto a dar especial ênfase ao facto de Isaltino ter sido condenado a sete anos de prisão e a uma multa a rondar o meio milhão de euros, tendo perdido o cargo público que ocupava na altura por ter sido provado que cometeu crimes de fraude fiscal, abuso de poder, corrupção passiva e branqueamento de capitais. Nem as contas na Suíça foram esquecidas. "Resumindo, foi condenado por conceder licenças a construtoras e lhe aparecer dinheiro numa conta suíça", diz o jornal.
Para finalizar, o El País chega mesmo a dar novo nome ao atual presidente da Câmara de Oeiras: frauderman. E, em tom jocoso, fala ainda da reintegração de delinquentes na sociedade.
"O partido que governa Moçambique, a Frelimo, dizia que os corruptos do partido não deviam ser ostracizados... Muito pelo contrário: era preciso reintegrá-los. Isaltino é o grande integrado de Portugal", termina.
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