Embaixada da Rússia em Lisboa cancela voto em mobilidade e limita eleições a uma mesa devido a "ações hostis" de Portugal

Eleições decorrem entre 18 e 20 de setembro, mas para os cidadãos russos que estão em Portugal a votação presencial realiza-se apenas no último dia do calendário estipulado.

16 de setembro de 2026 às 20:12
Vladimir Putin, presidente da Rússia Foto: Alexander Kazakov/AP
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A Embaixada da Rússia em Lisboa anunciou, esta quarta-feira, que as eleições legislativas que decorrem no fim de semana, não vão disponibilizar o voto em mobilidade para os cidadãos russos que vivem em zonas remotas de Portugal, justificando a decisão com as "ações hostis" por parte do Estado português contra Moscovo. Ou seja, tirando Lisboa, no resto do País não haverá mesas de voto.

Em comunicado citado pela agência russa TASS, a representação diplomática explicou que a redução do pessoal da missão diplomática (consequência direta das tensões políticas) deixou-os sem capacidade logística para organizar o voto fora da embaixada. Desta forma, a votação ficará limitada apenas ao último dia do escrutínio (20 de setembro), funcionando exclusivamente a secção eleitoral n.º 8259, localizada nas instalações em Lisboa.

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Segurança e contactos com as autoridades portuguesas

Relativamente à segurança no dia das eleições, a embaixada garantiu que está em coordenação com as autoridades locais. A representação lembrou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português foi avisado com antecedência, tendo a "obrigação especial" de proteger as instalações ao abrigo da Convenção de Viena de 1961.

Além disso, a embaixada mantém contactos regulares com a Polícia de Segurança Pública (PSP), cujos agentes já estão a monitorizar a zona e posicionados para reforçar a segurança se necessário.

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Possibilidade de encerramento do local de voto

A diplomacia russa acrescentou ainda que, caso a situação de segurança se agrave, o chefe da missão diplomática tem o direito legal, ao abrigo da lei russa sobre a eleição de deputados, de suspender o funcionamento ou mesmo encerrar a secção de voto caso surjam ameaças diretas à vida e à saúde dos cidadãos russos, garantindo que avaliarão a situação "estritamente pela letra da lei".

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