EMIGRANTES COM VOTO DIVIDEM AR

A coligação PSD/CDS-PP desafiou ontem o PS a aceitar a consagração do voto dos emigrantes nas eleições para as assembleias legislativas regionais da Madeira e dos Açores, defendendo a criação de círculos eleitorais para o efeito, no âmbito da reforma do sistema político em curso.

14 de janeiro de 2004 às 00:00
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Porém, os socialistas não parecem dispostos a discutir a proposta, pelo menos, no âmbito constitucional. "É uma questão fechada, o grupo parlamentar não discutiu essa matéria", referiu ao CM, o dirigente socialista, Alberto Martins. Acima de tudo, o PS está empenhado em concluir o processo de revisão constitucional e "com brevidade" como fez questão de salientar Medeiros Ferreira.

A questão do voto dos emigrantes foi levantada por Marques Guedes, vice-presidente da bancada parlamentar do PSD durante a apresentação dos projectos revisão constitucional. Medeiros Ferreira, do PS, limitou-se a dizer que "as omissões (no projecto do PS) poderão ser ponderadas se houver vontade política em concluir o processo de revisão". Outro socialista, Vitalino Canas também não mostrou muita abertura a discutir a questão porque, simplesmente, "os deputados da maioria não apresentaram propostas em concreto". "Não creio, aliás, que a maioria tenha pensado bem no assunto", sublinhou.

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Já Carlos Luís (PS), eleito pelo circulo eleitoral fora da Europa, considera que os emigrantes devem ter o direito de participar nos actos eleitorais do nosso País. No entanto, seria necessário " alterar todo o sistema eleitoral e o PSD, normalmente, só pretende fazer intervenções cirúrgicas aqui e ali", afirmou.

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