Falhas e desorganização deixam eleitores irritados no momento de votar

Filas longas com mesas de voto vazias. Valeu a persistência dos eleitores, que não desistiram.

25 de janeiro de 2021 às 01:30
Habitante da capital aproveitou a deslocação à mesa de voto para passear o animal de estimação Foto: Vítor Mota
Distanciamento social respeitado pelos eleitores algarvios na secção de voto da EB1 de Portimão Foto: Nuno Alfarrobinha
Centenas de pessoas à espera pela sua vez para poder eleger o próximo Presidente da República Foto: Lusa
Persistência na espera foi uma das qualidades das pessoas de Coimbra que votaram no Mário Mexia. Foto: Ricardo Almeida
Eleitores muito bem ordenados na rua Infante d. Henrique, em Viseu, para votar na Alves Martins Foto: Nuno André Ferreira
Temperatura amena levou muitos eleitores a sair de casa e votar. O tempo de espera foi de 15 minutos. Foto: Luís Guerreiro

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"Hoje demora mais um bocadinho a votar”, constatou , António Costa, após exercer o direito de voto.

Não foi propriamente “um bocadinho”, como disse o primeiro-ministro, mas, em muitos casos, um bocadão. As regras sanitárias para uma votação em segurança explicam, em parte, a demora de todos aqueles que este domingo se dirigiram às urnas, mas só em parte.

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Houve alguma desorganização e desorientação, com relatos de norte a sul do País de situações que não foram devidamente acauteladas, provocando filas a perder de vista, como o atraso na abertura de mesas de voto em diversos locais, resultante da descarga de votos antecipados. Mas o que mais irritou muitos eleitores foi o facto de haver uma fila única para várias secções. Resultado, havia mesas vazias a aguardar a chegada de eleitores, que esperavam no meio das filas sem o saberem.

Exatamente o mesmo que tinha sucedido a semana passada, aquando do voto antecipado. Ou seja, pouco ou nada se aprendeu, só que agora multiplicou-se o problema pelo País inteiro. Apesar do esforço de alguns voluntários em acelerar o processo, anunciando em voz alta que era possível aceder a esta ou àquela mesa, era manifesta a falta de preparação para agilizar o ato.

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Valeu a persistência daqueles que quiseram cumprir o dever cívico, no respeito pelas regras impostas pela pandemia, ainda que a situação tenha provocado, aqui e além, um ou outro ajuntamento, tão inevitável quanto compreensível.

Valeu também o São Pedro, que se associou à festa da democracia em boa parte do território nacional, permitindo que muitos eleitores tenham saído de casa para votar e desfrutar do bom tempo que se fez sentir, carregando baterias.

Era dia de alívio das restrições e os portugueses não perderam a oportunidade de aproveitar a brecha.

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António Costa ‘encurta’ eleições Presidenciais

"Não é todos os dias que temos o privilégio de escolher o Presidente da República", começa por dizer o primeiro-ministro após exercer o seu direito de voto, para acrescentar de seguida que só "de quatro em quatro anos" os portugueses podem votar para escolher o chefe de Estado.

Acontece que as eleições Presidenciais ocorrem a cada cinco anos. Uma gafe do líder do Governo. As eleições Legislativas, tal como as eleições Autárquicas, é que se realizam de quatro em quatro anos. Já as eleições para o Parlamento Europeu decorrem, tal como as Presidenciais, de cinco em cinco anos.

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Pormenores

Sampaio não fala

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio votou na Escola Básica Marquesa de Alorna, em Lisboa. O antigo chefe de Estado, que exerceu o cargo entre 1996 e 2006, saiu sem prestar declarações aos jornalistas .

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Elogios de Rio

O presidente do PSD, Rui Rio, votou na Escola Bom Sucesso, no Porto, com elogios à forma como o processo eleitoral foi aqui organizado. "Não é por haver eleições hoje que se vai multiplicar o vírus", disse.

Albuquerque queria adiar

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O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, voltou a defender que as Presidenciais deviam ter sido adiadas, em virtude da crise pandémica. Uma questão de "bom senso", considerou.

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