FELGUEIRAS: MAIORIA PS/CDU CHUMBA MOÇÃO DE CENSURA DO PSD

A moção de censura apresentada pelo PSD e subscrita pelo CDS/PP a pedir a demissão dos vereadores socialistas da Câmara de Felgueiras foi ontem rejeitada na Assembleia Municipal por maioria, com os votos do PS e CDU. Os deputados sociais-democratas demitiram-se, mas os deputados municipais ficaram, ao contrário do que tinham anunciado. O resultado da votação foi 28 votos a favor e 33 contra, nomeadamente do PS e CDU.

20 de maio de 2003 às 03:32
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O presidente da Câmara em exercício, António Pereira, que recentemente se desfiliou do PS, reiterou a decisão de se manter em funções até final do mandato.

Assim, apenas os três vereadores do PSD apresentaram a demissão das funções camarárias, enquanto os quatro vereadores eleitos pelo partido socialista recusaram demitir-se.

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Na altura do debate, o clima aqueceu entre os representantes dos partidos e a troca de galhardetes animou a discussão.

O deputado da CDU, Carlos Antunes, não hesitou declarou que em Felgueiras “os Lapas estavam agarrados a um poder emporcalhado”. Seguiu-se o deputado do CDS, Paulo Ribeiro, afirmando que o concelho estava “ingovernado”.

Orlando Sousa, do partido socialista, depois de ter condenado os acontecimentos da passada sexta-feira (dia em que Francisco Assis, líder da distrital socialista do Porto, foi agredido) disse que se os militantes tivessem que optar entre o partido e Felgueiras, optariam por Felgueiras.

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Aliás, ao contrário do que se passou no dia da agressão a Assis, ontem a GNR estava por todo o lado. Quer nas ruas, quer na biblioteca onde decorreram a votações o reforço da segurança foi evidente.

Recorde-se que em relação à segurança estão ainda por esclarecer algumas contradições. O ministro da Administração Interna diz que os militares da GNR demoraram 15 minutos a chegar no dia da agressão, enquanto que os militares locais dizem que demoraram cinco.

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