FERRO DIZ QUE OE-2003 'É CEGO'
O secretário-geral do PS, Ferro Rodrigues, classifica o Orçamento de Estado (OE) para 2003, como sendo “completamente cego”, além de agravar e promover as desigualdades sociais e económicas do País.
O líder socialista fez estas declarações anteontem à noite, durante a IV Convenção Autárquica do PS/Barreiro, depois de já ter deixado claro que votará contra o OE na generalidade, e que na especialidade adia uma posição para mais tarde.
Estas declarações provocaram as críticas imediatas dos partidos que suportam o Governo (PSD e CDS-PP), que argumentam ser “essencial a aprovação na generalidade” já que na especialidade só pontualmente são feitas alterações”. Mesmo assim, Ferro continua a contestar o texto elaborado pela ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, insistindo no incumprimento das promessas feitas por Durão Barroso durante a campanha eleitoral.
O líder socialista considera ainda cada vez mais difícil combater o défice orçamental num quadro de recessão económica, “como tudo leva a crer” acontecerá “com as medidas” que o Governo está a aplicar “em termos de política económica".
PORTAS 'NA BERLINDA'
Além do orçamento, Ferro Rodrigues retomou a ligação de Paulo Portas ao processo Universidade Moderna. Uma vez mais, Ferro exigiu a demissão do ministro de Estado e da Defesa, argumentando que a sua permanência no Executivo põe em causa a credibilidade do Estado português: "Nós temos a autoridade moral e política para dizer a determinados senhores que já deveriam ter feito uma limpeza à casa. Nenhum problema foi resolvido. Vários problemas podem agravar-se."
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