Gonçalo Matias rejeita ideia de propaganda e garante que veio resolver problemas
Gonçalo Matias respondia ao PS durante o debate setorial que está a decorrer desde as 10h00 no parlamento.
O ministro Adjunto e da Reforma do Estado garantiu esta sexta-feira que veio resolver os problemas das pessoas e não estudar, porque já o fez "muito na vida", rejeitando que haja propaganda nisso.
Gonçalo Matias respondia ao PS durante o debate setorial que está a decorrer desde as 10h00 no parlamento.
"Não há propaganda, não há nada disso", mas antes "resposta aos problemas das pessoas", prosseguiu o governante.
"Senhor deputado, sabe por que é que eu vim resolver os problemas das pessoas e não vim estudar? Porque eu já estudei muito na vida", justificou Gonçalo Matias, o que gerou burburinho na bancada da esquerda.
"Deixe-me dar-lhe o exemplo da FCT e da ANI", porque o "senhor deputado o trouxe", continuou, perante o burburinho, o que levou o governante a dizer que se fosse permitido responderia sobre isso.
"Há muitos anos que tanto eu como o ministro [da Educação] Fernando Alexandre defendemos a fusão destas duas entidades, por uma razão", acrescentou, apontando que "Portugal tem uma baixa taxa de transferência de conhecimento entre a investigação e as empresas".
Porque "Portugal tem uma baixíssima taxa de conversão de patentes, porque Portugal, naqueles casos em que envolveu a academia e as empresas, prosperou, como no caso da Bosch do Minho e muitos outros casos", argumentou Gonçalo Matias.
Nesse sentido, "era fundamental esta transferência de conhecimento, era fundamental esta fusão" e o "que está a ser estudado, senhor deputado, não é isso".
O ministro explicou que o que "está em causa é a monitorização da reforma que vai ser feita pela OCDE, por uma entidade independente e internacional".
"É isso que está em causa e aquilo que o senhor deputado mostra e aqui deixa é claramente o exemplo de como o PS deixou a governação depois de oito anos" de governação, o que gerou protestos da bancada do PS.
A dada altura do debate, a vice-presidente Teresa Morais teve de intervir para que o ministro pudesse falar sem interrupções.
"Eu não tenho uma direção-geral, eu não tenho departamentos, eu tenho um grupo de trabalho que foi criado pelo Partido Socialista e para o qual nomeei oito pessoas", disse o ministro.
"Se eu não puder trabalhar com oito pessoas para reformar o Estado, assumam que não querem reforma nenhuma", rematou.
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