Governo acorda com Associação Nacional de Municípios financiar requalificação de 451 escolas com dois mil milhões de euros

Obras devem estar concluídas até 2033.

23 de junho de 2023 às 17:22
professores, alunos, escolas, educação Foto: getty images
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O Governo vai financiar na íntegra a requalificação de 451 escolas no país num investimento de dois mil milhões de euros, após um acordo com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) a que a Lusa teve esta sexta-feira acesso.

O número de escolas poderá, contudo, vir a aumentar porque algumas não foram referenciadas, mas reúnem condições para ser apoiadas, refere o documento.

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As obras, que passam por novas construções e requalificações profundas, devem estar concluídas até 2033, ressalva.

Para realizar este investimento, o executivo de António Costa criou um Programa de Recuperação/Reabilitação de Escolas garantindo o financiamento a 100% através do recurso ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), ao Portugal 2030 (PT2030) e a empréstimos do Banco Europeu de Investimento (BEI).

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O financiamento proveniente do PRR é de 450 milhões de euros e o do PT2030, através do FEDER, é de 100 milhões de euros, valor reivindicado pela ANMP, liderada pela socialista Luísa Salgueiro, e do qual dependia a aceitação do acordo a estabelecer com o Governo, sendo o restante assegurado com recurso a empréstimos ao BEI.

Inicialmente, o Governo queria canalizar do PT20230 para este programa 200 milhões de euros, situação que mereceu a discordância da ANMP.

As 451 escolas foram, de acordo com o seu estado de conservação, classificadas por três níveis de prioridade de intervenção, nomeadamente muito urgente, urgente e prioritária.

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Assim, 32 escolas foram classificadas como de intervenção muito urgente, 104 como urgente e 315 como prioritária.

O valor médio indicativo a canalizar para cada escola rondará os quatro milhões de euros, sustenta o acordo.

As empreitadas devem acautelar a implementação de medidas de eficiência energética, bem como a utilização de energias renováveis para autoconsumo e a redução de custos de consumo de energia e de combustíveis na sua operação, frisa.

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"Porquanto, a reabilitação do edificado deverá incluir medidas que assegurem uma redução do consumo de energia primária de pelo menos 30%", vinca o documento.

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