Governo admite limitações nos comboios da Fertagus e promete reforço de material circulante

Cristina Pinto Dias referiu que a Fertagus identificou a necessidade de, pelo menos, cinco carruagens adicionais.

18 de março de 2026 às 16:54
Governo admite limitações nos comboios da Fertagus e promete reforço de material circulante Foto: Vítor Mota
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O Governo admitiu esta quarta-feira limitações na capacidade de resposta dos comboios da Fertagus, devido à procura crescente, mas assegurou um reforço do material circulante a partir de 2027.

"Queríamos muito colocar mais material circulante, mais comboios ao serviço das pessoas. Somos muito sensíveis a tudo aquilo que ouvimos, mas o problema resolve-se com mais comboios e neste momento não há", afirmou a secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias.

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A governante respondia desta forma a algumas críticas levantadas pelos partidos da oposição à sobrelotação verificada nos comboios da Fertagus (ligam a margem norte e sul do Tejo) levantadas durante uma audição regimental ao ministro das Infraestruturarás e Habitação, Miguel Pinto Luz, na comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, que decorreu na Assembleia da República, em Lisboa.

Durante o debate, deputados da oposição denunciaram condições de sobrelotação consideradas críticas, com relatos de passageiros aglomerados nos cais e carruagens, apontando riscos para a segurança. Foi também referida uma queixa apresentada pela Comissão de Utentes da Fertagus à Comissão Europeia, denunciando condições fora dos padrões europeus.

Os deputados questionaram o Governo sobre as medidas concretas para resolver o problema, nomeadamente o aumento da capacidade e eventuais intervenções no contrato de concessão.

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Cristina Pinto Dias referiu que a Fertagus identificou a necessidade de, pelo menos, cinco carruagens adicionais, explicando que a tutela está a tentar encontrar soluções no mercado europeu, sem muito sucesso.

"Tudo indica que neste momento não vamos conseguir dar resposta à totalidade. O mercado europeu está, de facto, a viver uma crise, digamos assim, de material circulante, mas acreditamos que até ao primeiro quadrimestre de 2027 vamos ter mais carruagens a funcionar ao serviço da Fertagus", perspetivou.

Por outro lado, a secretária de Estado da Mobilidade sublinhou que o Governo está a avançar com a maior compra de sempre de material circulante ferroviário, num total de 195 unidades, que deverão começar a chegar a partir de 2029.

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A Comissão Utentes Fertagus enviou há uma semana à Comissão Europeia uma queixa contra o Estado português por permitir que os passageiros sejam diariamente transportados em condições "fora do padrão europeu" e "com riscos de segurança".

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