Governo admite privatização total da TAP e ouve críticas da oposição

PS diz que o Governo tem de discutir com a oposição a eventual a venda total da companhia aérea portuguesa.

15 de outubro de 2026 às 01:30
O primeiro-ministro, Luis Montenegro (D), acompanhado pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz Foto: JOSÉ SENA GOULÃO / EPA
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O primeiro-ministro anunciou esta quarta-feira a possibilidade de privatizar 100% da TAP até 2028, trocando uma parte do capital por uma participação social na Lufthansa. Luís Montenegro explicou que a parceria aponta para “o caminho da recuperação total do valor que os portugueses investiram na TAP”.

“Para uma segunda fase [a proposta da Lufthansa] inclui uma verba de mais 488 milhões de euros e uma permuta de ações que pode vir a posicionar o Estado português como o segundo maior acionista desta companhia”, detalhou o chefe do Governo.

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O PS considerou que Montenegro precipitou-se ao assumir que poderá avançar sozinho com a privatização total, alertando que “é um Governo de minoria” e tem de dialogar. Já o Chega quer conhecer o caderno de encargos, enquanto a IL pediu ao Execuivo garantias de uma “privatização total”.

Por sua vez, o Livre, PCP, BE e PAN criticaram a venda parcial da TAP ao grupo alemão e alertaram que é um prenúncio de uma privatização a 100%.

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