Governo aprova 60 milhões de euros para eletrificar ferrovia Casa Branca-Beja

Material circulante representa um investimento de 1.800 milhões de euros.

30 de abril de 2026 às 19:52
Linha do Alentejo Foto: João Cortesão
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O Governo aprovou esta quinta-feira em Conselho de Ministros a disponibilização dos 60 milhões de euros (ME) em falta no projeto de modernização e eletrificação ferroviária da Linha do Alentejo, no troço Casa Branca-Beja.

"Nós decidimos neste Conselho de Ministros desbloquear os 60 milhões de euros que são necessários para a concretização deste projeto", afirmou.

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O primeiro-ministro falava aos jornalistas no final da reunião do Conselho de Ministros que decorreu ao longo da tarde de esta quinta-feira na 42.ª Ovibeja, certame agropecuário que termina no domingo na cidade de Beja.

Em dezembro último, aquando da reprogramação do programa Alentejo 2030, a anterior direção da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo retirou 60 dos 80 milhões de euros afetos ao projeto de eletrificação da Linha do Alentejo, alegando que a obra "não era exequível" no atual quadro comunitário de apoio, que termina no final de 2027.

A decisão gerou a contestação de autarcas e de estruturas partidárias da região, assim como da própria Infraestruturas de Portugal (IP) que garantiu tratar-se de uma "decisão unilateral da CCDR".

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Logo no mesmo mês, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, numa visita a Beja, garantiu que os 60 milhões em falta seriam assegurados através do Programa Operacional Sustentável 2030 e do Fundo Ambiental.

Também no 'briefing' do Conselho de Ministros de esta quinta-feira, Luís Montenegro indicou que, do lote de 22 novas automotoras adquiridas para a CP, "três serão destinadas precisamente a esta ligação [de Casa Branca - Beja]", estando a primeira prevista chegar em janeiro, a segunda em fevereiro e a terceira em março de 2027.

"Estamos a falar de composições que estão preparadas para poder operar enquanto não há eletrificação e depois de haver a concretização da eletrificação", assinalou.

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No global este conjunto de material circulante representa um investimento de 1.800 milhões de euros (ME), enfatizou o chefe do Governo.

A Portugal, "há 23 anos que não chega um novo comboio", destacou o primeiro-ministro, frisando: "Portanto, é um investimento que, naturalmente, valorizamos muito".

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