Governo aprova quinta-feira Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas

Primeiro-ministro acrescentou que essa decisão dá sequência a uma "estratégia que junta a política de água com a política florestal, com a política de valorização e ordenamento do território".

17 de junho de 2026 às 17:15
Luís Montenegro Foto: José Sena Goulão/Lusa
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O primeiro-ministro anunciou esta quarta-feira que o Governo vai aprovar na quinta-feira, em Conselho de Ministros, a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas, defendendo que o executivo está empenhado em dar respostas nessa matéria.

O anúncio foi feito por Luís Montenegro no debate quinzenal, na Assembleia da República, em resposta à porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, que acusou o Governo de manter Portugal "no banco dos suplentes" no combate às alterações climáticas e lei de bases "na gaveta".

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"Amanhã, na reunião do Conselho de Ministros, vamos aprovar a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas", disse, depois de assegurar que é uma matéria na qual o Governo se empenha.

O primeiro-ministro acrescentou que essa decisão dá sequência a uma "estratégia que junta a política de água com a política florestal, com a política de valorização e ordenamento do território".

Montenegro defendeu ainda a necessidade de medidas preventivas, como o apoio aos bombeiros, ao setor da saúde e, em circunstâncias específicas, à proteção animal.

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Na sua intervenção, Inês de Sousa Real tinha criticado a atuação do Governo em várias áreas, desde a habitação ao pacote laboral, adentrando a sua intervenção nos efeitos dos incêndios e das alterações climáticas.

Sousa Real também referiu a necessidade de se criar o direito a um dia de luto pela morte de um animal companhia, questão a que o líder do Governo respondeu afirmando que o tema merece respeito, mas também uma "avaliação muito profunda".

"Eu tenho muito respeito porque conheço, por razões pessoais, muitas pessoas que ficam efetivamente muito marcadas por perdas de animais de companhia. Isso tem de ser respeitado. Mas teremos ainda de fazer uma avaliação muito mais profunda para podermos chegar a uma conclusão efetiva, não deixaremos de a fazer, isso posso lhe garantir", sublinhou.

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