Governo dos Açores esclarece que não fixou serviços mínimos para o dia da greve geral

Declarações negam o referido pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS).

22 de maio de 2026 às 16:59
Assembleia Açores Foto: DR
Partilhar

O Governo Regional dos Açores esclareceu esta sexta-feira que "não fixou quaisquer serviços mínimos" no dia da greve geral, ao contrário do que foi referido pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS).

"Na sequência dos avisos prévios de greve geral apresentados para o dia 03 de junho de 2026, abrangendo trabalhadores de vários setores, incluindo o setor hospitalar da Região Autónoma dos Açores, a Direção de Serviços do Trabalho da Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego, convocou uma reunião de negociação entre as entidades empregadoras abrangidas e as estruturas sindicais, nos termos previstos no Código do Trabalho", esclareceu o executivo em comunicado.

Pub

Segundo a nota, a diligência decorreu do facto de estarem em causa "estabelecimentos hospitalares destinados à satisfação de necessidades sociais impreteríveis, sem que existisse instrumento de regulamentação coletiva de trabalho ou acordo prévio aplicável quanto aos serviços mínimos e aos meios necessários para os assegurar".

"O Governo Regional, através da Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego, esclarece que não fixou quaisquer serviços mínimos", garante.

A FNSTFPS acusou na quinta-feira que o Governo Regional dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) "quer impor serviços mínimos de forma ilegal" no dia da greve geral.

Pub

"Os serviços regionais responsáveis pelas relações de trabalho, da Região Autónoma dos Açores, numa manifesta decisão ilegal, estão a tentar impor a fixação de serviços mínimos, que vão para além do que a FNSTFPS propõe no Aviso Prévio de Greve para a greve geral de 03 de junho e não contestados pelos hospitais EPE, sediados na região", referiu a federação em comunicado.

Segundo a nota, de forma "manifestamente extemporânea e abusiva", a Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego "marcou uma reunião para esta Federação e os hospitais, EPE, para a obtenção de um eventual acordo sobre os serviços mínimos a cumprir, quando aquelas unidades hospitalares, em tempo útil, não se pronunciaram, porque não quiseram, expressamente contra aqueles que foram propostos pela FNSTFPS".

Para a FNSTFPS, "não cabia à Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego, promover qualquer reunião para o efeito, tentando subverter a vontade das partes e violando um direito fundamental - o direito à greve".

Pub

O executivo açoriano esclareceu esta sexta-feira que a Direção de Serviços do Trabalho "limitou-se a cumprir a tramitação prevista no Código do Trabalho, promovendo uma reunião de negociação entre as partes".

"Não tendo sido alcançado acordo, o processo segue os termos legais aplicáveis, cabendo ao tribunal arbitral competente apreciar e decidir sobre a eventual fixação de serviços mínimos", acrescentou.

O Governo Regional "respeita integralmente" o direito à greve e "atuará exclusivamente nos termos da lei, cabendo-lhe, em setores essenciais como a saúde, acionar os mecanismos legais destinados à salvaguarda de necessidades sociais impreteríveis", concluiu.

Pub

A CGTP-IN entregou um pré-aviso de greve geral para 03 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.

O Governo aprovou na semana passada em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento.

O anúncio foi feito pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, em conferência de imprensa, uma semana depois de o Governo ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar