Governo e parlamento da Madeira lamentam morte de Carlos Azeredo

General tinha 90 anos e morreu vítima de doença prolongada.

19 de agosto de 2021 às 23:05
General Carlos Azeredo era um dos ‘sete magníficos da Guiné’, grupo próximo ao general Spínola Foto: Pedro Mar
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O presidente do parlamento da Madeira e o chefe do executivo regional lamentaram a morte, hoje no Porto, do general Carlos Azeredo, último governador civil do Distrito Autónomo do Funchal e presidente da Junta Governativa da Madeira.

A notícia do falecimento de Carlos Azeredo, aos 90 anos, vítima de doença prolongada, foi avançada pelo Diário de Notícias da Madeira, que cita fonte da família.

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Em nota de pesar, o presidente da Assembleia Legislativa, José Manuel Rodrigues, manifestou a sua "profunda tristeza pela morte do general Carlos Azeredo", um homem que, na sua opinião, "soube interpretar de forma digna e corajosa os ideais da implantação da democracia e da conquista da autonomia da Madeira".

José Manuel Rodrigues considera que "a História lhe reserva um papel crucial na transição do poder central para o poder regional, de auto governação, consagrado na Constituição da República Portuguesa".

No seu entender, a Madeira tem "uma enorme dívida de gratidão a um homem íntegro e de princípios, que soube dar corpo aos anseios autonomistas das populações da Madeira e do Porto Santo".

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"A Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira dirige à família as mais sentidas condolências", conclui.

Também o líder do governo regional, Miguel Albuquerque, manifestou "o mais profundo pesar" pelo falecimento de Carlos Azeredo e endereçou à família os "mais respeitosos votos de pesar".

"Carlos de Azeredo Pinto Melo e Leme foi o último Governador Civil do Funchal e Presidente da Junta Governativa da Madeira, órgão de gestão governativa que antecedeu a Autonomia Política e Administrativa", recorda o chefe do executivo madeirense.

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Nascido no concelho de Marco de Canaveses, em outubro de 1930, Carlos Azeredo ingressou na Escola do Exército em 1948 e no decorrer da sua carreira militar cumpriu cinco missões no Ultramar.

Para além dos cargos que desempenhou na Madeira, também foi Comandante da Região Militar do Norte e Chefe da Casa Militar do Presidente da República Mário Soares, tendo sido condecorado com a Medalha Militar de Ouro de Serviços Distintos com Palma e com a Medalha Militar de 1.ª Classe da Cruz de Guerra.

Em 2004, publicou um livro intitulado "Trabalhos e Dias de um Soldado do Império" no qual aborda aspetos relacionados com a invasão do Estado Português na Índia, a guerra colonial, o 25 de abril e o acidente de Camarate que vitimou Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa.

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