Governo está a preparar taxas sobre lucros extraordinários

Projeto de criação de taxas sobre os lucros extraordinários de empresas energéticas tinha sido anunciado em maio.

17 de junho de 2026 às 20:24
Governo está a preparar taxas sobre lucros extraordinários Foto: José Sena Goulão/Lusa
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O primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira no Parlamento que o Governo está a elaborar o projeto de criação de taxas sobre os lucros extraordinários de empresas energéticas, anunciado em maio, que enviará depois à Assembleia da República.

"O projeto está em elaboração no Governo e chegará naturalmente à Assembleia da República", disse esta quarta-feira Luís Montenegro, durante o debate parlamentar de preparação do Conselho Europeu de quinta e sexta-feira, em resposta ao deputado único do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo.

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O bloquista recordou que o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, "anunciou em 05 de maio que ia avançar com a contribuição extraordinária" e "já passou mais de um mês", perguntando: "Desistiu deste imposto?".

"Não desistimos", respondeu Luís Montenegro.

O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou, no início de maio, que Portugal vai avançar com taxas sobre os lucros extraordinários de empresas energéticas, à semelhança do que aconteceu em 2022 na anterior crise dos preços dos combustíveis.

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Dias depois, o ministro da Economia, Manuel Catro Almeida, confirmou que a medida estava em elaboração, mas admitiu que, se a guerra no Irão acabasse, "não se justificará" taxar lucros excessivos.

"Nós somos de facto defensores da aproximação dos regimes fiscais como elemento estruturante de uma política económica justa e que não privilegie dentro do espaço do mercado que é comum Estados-membros face a outros, e que as oportunidades no fundo sejam as mesmas", referiu esta quarta-feira o primeiro-ministro, insistindo por isso na necessidade de concluir a união bancária e potenciar o mercado único de capitais.

"Para podermos travar o aumento do custo de vida é preciso termos empresas rentáveis, empresas competitivas e para termos empresas rentáveis e competitivas, temos que ter também regimes de financiamento que sejam adequados e justos", sublinhou.

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