Governo faz avaliação política sobre lei laboral e não se compromete com calendário

"O Governo ainda está a fazer a avaliação política deste processo", vincou Rosário Palma Ramalho.

29 de junho de 2026 às 18:51
Ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho Foto: Pedro Catarino
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O Governo está ainda a fazer uma avaliação política sobre o processo relativo à legislação laboral e não se compromete com "calendário nenhum" para voltar a insistir nas alterações às leis do trabalho, afirmou esta segunda-feira a ministra do Trabalho.

A ministra do ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, falava na inauguração oficial da FIA Lisboa - Feira Internacional de Artesanato 2026, em Lisboa.

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"O Governo ainda está a fazer a avaliação política deste processo", vincou Rosário Palma Ramalho, acrescentando que enquanto essa avaliação decorrer "obviamente que não se compromete com calendário nenhum".

Não obstante, a governante voltou a sinalizar que a revisão da legislação laboral "é uma inevitabilidade", argumentando que o país "tem que adaptar a sua legislação aos desafios da inteligência artificial", bem como "às novas formas de trabalho".

"É algo que teremos que fazer: seja este Governo, seja outro Governo. Seja um pacote inteiro, sejam medidas mais específicas", defendeu.

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No Congresso do Nacional do PSD, a ministra do Trabalho tinha-se mostrado confiante de que o primeiro-ministro insistirá nas alterações à lei laboral.

"E, se bem o conheço, lá iremos outra vez fazer esta e outras reformas pelos portugueses e por Portugal", declarou.

A proposta do Governo para rever a legislação laboral foi chumbada em 19 de maio, na generalidade, com os votos contra do Chega e da esquerda parlamentar, após o partido de André Ventura não ter alcançado um acordo com o PSD.

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O texto contou apenas com os votos a favor dos partidos que suportam o Governo (PSD-CDS-PP) e da IL.

Após não ter alcançado acordo na Concertação Social, a proposta de lei deu entrada na Assembleia da República em 18 de maio e contemplava "mais de 50 alterações" ao anteprojeto inicial, das quais 12 provenientes da UGT, segundo referiu a ministra do Trabalho.

Na semana passada, o presidente Confederação Empresarial de Portugal defendeu que a discussão sobre as alterações à lei laboral deve ser retomada, mas sublinhou que o processo não deve ser "precipitado" e que deve existir "um documento novo de raiz".

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