Governo rejeita subir valores da comparticipação na ADSE
Hospitais privados mantêm o braço de ferro.
Os ministérios da Saúde e das Finanças rejeitaram uma proposta do Conselho Geral e de Supervisão da ADSE que previa o aumento da comparticipação aos beneficiários do preço das consultas, no regime livre, dos atuais 20,45 euros para 25 euros.
A informação foi revelada ao CM por José Abraão, sindicalista da FESAP que integra aquele organismo. "Não se entende a posição da tutela em relação a uma medida que é positiva para os beneficiários", frisa o líder da FESAP ao CM, lembrando que o tema vai voltar a ser discutido no dia 26.
Quanto ao alargamento da ADSE, ficou definida a criação de um grupo de trabalho para avaliar a entrada dos trabalhadores com contrato individual de trabalho e dos funcionários que abandonaram o subsistema de Saúde da Função Pública e se arrependeram.
No que toca aos preços, a ADSE e os hospitais privados ainda só chegaram a acordo em pouco mais de 100 preços num universo de 360.
Ontem, a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada alertou para o facto de a ADSE não querer pagar consumos e fármacos em atos de medicina intrusivos e os custos com o piso de sala cirúrgica.
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