Governo português condena atentado em Telavive

Executivo repudia ainda "expressões de apoio" ao ataque.

09 de junho de 2016 às 16:21
Governo, Portugal, Augusto Santos Silva, ataque, Telavive, política, distúrbios, guerras e conflitos Foto: Miguel A. Lopes/Lusa
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O Governo português "condena firmemente" o atentado ocorrido esta quarta-feira em Telavive, bem como "expressões de apoio de certos indivíduos e organizações", que "demonstram um profundo desprezo pela dignidade humana", divulgou esta quinta-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

"O Governo Português condena firmemente o atentado perpetrado no dia 08 de junho, em Telavive", Israel, lê-se num comunicado do Palácio das Necessidades sobre o ataque numa popular zona comercial de Telavive, Israel, que causou pelo menos quatro mortos e seis feridos.

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O executivo lamenta "profundamente a trágica perda de vidas" e expressa ao Governo do Estado de Israel e às famílias das vítimas as "mais sinceras condolências" e "solidariedade para com os feridos".

"Perante a atrocidade de tal ato, as expressões de apoio de certos indivíduos e organizações demonstram um profundo desprezo pela dignidade humana e são igualmente merecedoras da nossa condenação", sublinha ainda o Governo português, sem especificar.

Após o atentado de quarta-feira à noite, dezenas de palestinianos na cidade de Hebron, na Cisjordânia, de onde eram naturais os autores do ataque, começaram a festejar e a disparar tiros para o ar, indicaram fontes locais.

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Na nota, o executivo reitera ainda a sua "firme condenação do terrorismo, sob todas as suas formas".

Segundo a investigação preliminar da polícia israelita, os dois atacantes eram palestinianos, primos e oriundos do distrito cisjordano de Hebron, abriram fogo no conhecido "Sarona Market", um centro de entretenimento com dezenas de restaurantes e lojas, defronte do Ministério da Defesa e do Estado-Maior do Exército de Israel.

Um dos presumíveis atacantes foi detido no lugar do ataque, enquanto o outro foi baleado pela polícia durante a sua tentativa de fuga e encontra-se hospitalizado.

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O Gabinete de Segurança israelita anunciou uma reunião de emergência para esta quinta-feira.

Entretanto, hoje, o COGAT, organismo do Ministério da Defesa responsável pela coordenação das atividades israelitas nos territórios ocupados, anunciou a suspensão das autorizações de entrada de 83 mil palestinianos por altura do Ramadão.

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