Guterres diz que mundo está a perder batalha contra poluição dos oceanos

Secretário-geral da ONU debateu sobre o assunto durante a cimeira do G7.

10 de junho de 2018 às 00:09
António Guterres Foto: Reuters
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António Guterres Foto: Direitos Reservados
António Guterres Foto: Getty Images

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, disse este sábado, num evento no âmbito da cimeira do G7, que o mundo está a perder a batalha contra a poluição dos oceanos em todas as frentes.

António Guterres falava numa sessão subordinada ao tema "Oceanos, mares, costas e comunidades saudáveis, produtivas e resistentes", realizada durante a cimeira do G7, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo, que terminou este sábado em Charlevoix, no Quebec, Canadá.

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Nesta sessão em que participaram os líderes do G7, países convidados e organizações internacionais, o chefe da ONU, num discurso divulgado pelo jornal da organização, lembrou que todos os anos são lançadas aos oceanos oito milhões de toneladas de plástico e sublinhou que, se nada for feito, até 2050 os oceanos terão mais plástico do que peixes.

Guterres acrescentou que atualmente são encontrados plásticos "nas áreas mais remotas do planeta" e que, no oceano Pacífico, já existe uma massa de plástico "maior do que a França".

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"Todos precisam de fazer mais, não apenas em relação aos plásticos, mas em todos os assuntos sobre oceanos", alertou.

Pesca em excesso, descargas de água sem tratamento, acidificação dos oceanos e mudanças climáticas foram outros dos temas abordados pelo secretário-geral da ONU na sua intervenção.

Referiu ainda o facto de 40 por cento da população mundial residir a menos de 100 quilómetros da costa, o que faz com que "muitas dessas pessoas sejam vulneráveis não apenas a tempestades, mas também à subida dos oceanos e erosão da costa".

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Todavia, o chefe da ONU afirmou que o mundo tem um plano para melhorar esta situação, exemplificando com a Agenda 2030, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

"Nenhuma destas iniciativas e declarações tem valor se não se admitir que esta é uma emergência global", sustentou, justificando a sua presença no encontro com a necessidade de "fazer soar o alarme" e "injetar um sentimento de urgência nas deliberações e processos de decisão".

No final do discurso, Guterres apelou aos líderes presentes na cimeira do G7 para encararem estas "ameaças com seriedade e percebam que o futuro coletivo está em risco".

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Na sua deslocação à cimeira, Guterres teve uma reunião bilateral com o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, e outros chefes de Estado e Governo presentes na Cimeira, segundo o seu porta-voz.

Canadá, Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Alemanha, França e Itália são os países que integram o G7.

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